Jornal do Brasil

Domingo, 23 de Novembro de 2014

País

Presidente do Conselho de Ética recusa pedido de suspensão de depoimento

Agência Câmara

Os advogados do deputado federal Luiz Argôlo (SD-BA) defenderam há pouco, no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, o adiamento do depoimento de Meire Bonfim da Silva Poza, apontada como contadora do doleiro Alberto Youssef. No entanto, o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), que está presidindo interinamente o conselho, decidiu prosseguir com o depoimento de Meire.

O argumento dos advogados é de que o relator do processo contra Argôlo, deputado Marcos Rogério (PDT-RO), havia dispensado as testemunhas de acusação na reunião anterior. Eles entenderam, com isso, que a fase de oitivas de acusação havia se encerrado, e sugeriram convidar Meire Poza como testemunha de defesa, em outra data.

Marcos Rogério disse, porém, que dispensou somente as testemunhas anteriores e que pode convidar novas testemunhas de acusação dentro do prazo de instrução.

A contadora fala neste momento ao Conselho de Ética, no plenário 11. Um dos temas do depoimento deverá ser a reportagem da revista Veja divulgada nesta semana, na qual Meire afirma que Luiz Argôlo "era cliente e ao mesmo tempo sócio de Beto" (apelido de Alberto Youssef).

Segundo a reportagem, Meire disse que o parlamentar e o doleiro "tinham parcerias em obras e negócios" e que ela, pessoalmente, teria feito muitos pagamentos para Argôlo. "Ele vivia no escritório", teria afirmado Meire.

Tags: comissão, depoimento, doleiro, ética, youssef

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