Jornal do Brasil

Quinta-feira, 18 de Setembro de 2014

País

Grevistas rejeitam proposta da Unicamp 

Portal Terra

Em greve há 78 dias, os trabalhadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) rejeitaram, nesta sexta-feira, uma proposta de acordo feita pela reitoria. Em assembleia, os servidores consideraram insuficientes os itens apresentados pelo gestor da instituição e votaram uma contraproposta para retomar a negociação.

De acordo com informações do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU), cerca de 1,3 mil servidores se reuniram, por volta das 10h, na Praça da Paz, dentro do campus da universidade. A reunião foi marcada para dar continuidade à assembleia do dia anterior, interrompida devido à falta de tempo para concluir as falas de todos os inscritos, à necessidade de um tempo maior para a votação da proposta e a um tumulto, no qual um funcionário chegou a lançar um copo em direção a uma pessoa que estava falando.

Para tentar pôr fim à greve, a reitoria propôs 21% de abono, aplicado sobre os salários de julho, e mais uma referência para o piso de cada categoria da Unicamp. Os trabalhadores consideraram os termos insuficientes e decidiram elaborar uma contraproposta, na qual é reivindicado o cumprimento da segunda etapa da isonomia (que compreende três referências para a categoria de trabalhadores técnico-administrativos), uma referência para todos os trabalhadores, o abono salarial de 21%, o vale refeição e a continuidade da negociação para discussão da pauta específica. A pauta unificada abrange demandas de trabalhadores da Unicamp, USP e Unesp.

Representadas pelo Fórum das Seis (que engloba sindicatos de professores da USP, Unesp, Unicamp), as três universidades se reuniram em um movimento de paralisação desde que o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo (Cruesp) informou que não haveria nenhum tipo de reajuste nos salários de professores e funcionários técnico-administrativos das instituições de ensino. Na época, o órgão usou como argumento os altos níveis de comprometimento do orçamento com a folha de pagamento nas faculdades e defendeu que a discussão da data-base fosse prorrogada para setembro e outubro deste ano. O anúncio foi feito no dia 13 de maio e, desde então, os servidores estão mobilizados para tentar reverter a situação.

Após a assembleia, que terminou por volta das 14h, o STU explicou a decisão de rejeitar a proposta e ressaltou que o reitor tem um plano de gestão que inclui a isonomia, que já deveria ter sido cumprida na data-base. As três referências, segundo o sindicato, já estavam entre benefícios que haviam sido oferecidos anteriormente (e de forma diferente) pelo gestor, assim como outros reivindicados na contraproposta. A categoria alega que está apenas cobrando um compromisso de governo.

O STU afirmou que vai procurar a reitoria para solicitar uma nova reunião, na qual será apresentada a contraproposta tirada em assembleia. O sindicato ressaltou que a greve não será interrompida durante as negociações e avisou que a paralisação seguirá até que sejam atendidas as reivindicações e que seja confirmada a reabertura de diálogo sobre os itens da pauta específica.

Um ato unificado entre Unicamp, USP e Unesp está marcado para o dia 14, em frente ao Palácio dos Bandeirantes. A manifestação foi aprovada pelo Fórum das Seis, em reunião realizada no dia 30 de julho. Até as 19h30, a reitoria da universidade não havia se pronunciado a respeito do resultado da assembleia.

Tags: campinas, paralisação, servidores, SP, universidade

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