Jornal do Brasil

Sexta-feira, 21 de Novembro de 2014

País

'Clarín': Fraco crescimento brasileiro diminuiria chances de recuperação 

Jornal aponta para o fato de a inflação brasileira estar em quase 7%, ao passo que o PIB fica em 1%

Jornal do BrasilRafael Gonzaga*

Fazendo uma analogia ao resultado de 7x1 na partida que eliminou a seleção brasileira da corrida pelo primeiro lugar da Copa do Mundo, o jornal argentino Clarín afirmou em uma matéria divulgada nesta segunda-feira (28) que a inflação brasileira está beirando os 7% ao passo que o crescimento do PIB brasileiro ficou em apenas 1%. Segundo o jornal de Buenos Aires, três meses antes das eleições, a situação brasileira está distante de ser o que o governo de Dilma Rousseff esperava para o ano da Copa no Brasil. O jornal diz que os quatro anos de governo Dilma marcam um período de baixo crescimento econômico.

O Clarín lembra ainda que, ao contrário da Argentina, o Brasil não está em um período de recessão – mas ainda assim enfrentaria uma desaceleração da economia. O jornal aponta que em 2010, último ano do governo de Lula, o país cresceu 7,9%. No ano seguinte, o PIB cresceu 3,4%. Em 2012, diminuiu para 0,9%, subindo novamente para 3,5% no ano passado e se encaminhando para 1% neste ano – bem distante dos 2,5% esperados pelo governo.

De acordo com o jornal, apesar de o Brasil continuar sendo a sexta economia do mundo, o Brasil tem sofrido alguns impactos. Um deles teria sido o fato de o México ter destronado o país sul-americano do posto de maior produtor de automóveis da América Latina. Até o momento deste ano, o Brasil produziu 1,56 milhões de veículos – 7,6% a menos que durante o mesmo período de 2013.

Outro ponto que a matéria avalia seria possíveis problemas de política fiscal. Estes, de acordo com o jornal argentino, ficariam evidentes na avaliação do déficit em conta corrente, que teria dobrado nos últimos anos. Segundo o Clarín, quando Lula deixou o cargo o déficit indicada 1,5% do PIB e hoje alcançaria 3,6%. Analistas teriam dito ao veículo que o Brasil estaria implementando uma política fiscal excessivamente expansionista. Os gastos excessivos estariam levando às pressões inflacionistas que só seriam controladas com aumentos nas taxas de juros.

O Clarín afirma que, com 18,6% dos 200 milhões dos brasileiros vivendo na pobreza, o principal questionamento da população é acerca das melhoras prometidas no campo da infra-instrutura, que teriam acabado a meio caminho andado. Ainda sim, o jornal lembra que o Brasil irá desembolsar mais US$ 16,6 milhões para que o Rio de Janeiro esteja em condições de sediar os Jogos Olímpicos em 2016.

*do projeto de estágio do JB

Tags: brasil, copa do mundo, Dilma Rousseff, inflação, Jogos Olímpicos, Lula, PIB

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