Jornal do Brasil

Domingo, 26 de Outubro de 2014

País

Rodoviários do DF e empresas não fecham acordo e dissídio continua

Agência Brasil

Mesmo depois do fim da paralisação dos rodoviários de três empresas de ônibus do Distrito Federal, os empresários insistiram com a ação de dissídio na audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT). As empresas querem que a Justiça decrete a ilegalidade da greve, que durou dois dias.

De acordo com o governo do Distrito Federal, a paralisação, que ocorreu na quarta (16) e quinta-feira (17), atingiu cerca de 320 mil usuários do transporte público por dia. A população teve que recorrer a transportes alternativos, inclusive piratas, para se locomover.

Os rodoviários das empresas Viação Pioneira, Marechal e Expresso São José começaram a paralisação na quarta-feira, as 8h. Eles alegam que acordo feito no dia 8 de junho previa, entre outros itens, o pagamento do salário com reajuste de 20% e da cesta básica com reajuste de 40% no dia 5 de julho. Porém, no dia combinado, os trabalhadores das três empresas receberam os salários sem reajustes.

Ainda no dia 5, houve novo acordo prevendo o pagamento do reajuste em duas parcelas, nos dias 8 e 15 de julho. No entanto, segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários do Distrito Federal, Jorge Faria, as empresas não pagaram a segunda parcela, o que motivou a paralisação da última quarta-feira.

As empresas alegam que não pagaram a segunda parcela porque não houve acordo no dia 8 de junho. O sindicato diz que houve acordo, mas que ele será assinado até a próxima sexta-feira. Segundo Farias, a categoria não pensa em fazer outra greve, a menos que as empresas se recusem a formalizar a negociação na próxima semana.

Em reunião ontem, com mediação do governo local, as empresas se comprometeram a pagar hoje a segunda parcela do reajuste e os empregados, a voltarem as trabalhar na manhã de hoje. Na reunião, as empresas se comprometeram ainda a pagar os valores retroativos a maio e junho no dia 5 de agosto.

O processo de dissídio vai ser analisado pelo Ministério Público do Trabalho e depois será entregue a um relator do TRT. Em seguida, será analisado em plenário no tribunal.

Tags: Brasília, cobradores, motoristas, paralisação, Tribunal

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