Jornal do Brasil

Segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

País

Sem-teto protestam contra empresas de telefonia em São Paulo

Portal Terra

Uma manifestação contra operadoras de telefonia móvel promovida pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) bloqueou, na manhã desta quarta-feira, várias vias na região da Vila Olímpia, na zona oeste de São Paulo. O protesto seguia pacífico no local e agentes de trânsito da CET orientavam o tráfego no local.  Em nota, o movimento informou que lutava contra “os abusos das operadoras de telefonia celular no país”.

“É fato conhecido de todos a péssima qualidade dos serviços de todas as operadoras na prestação de serviços, apesar da tarifa brasileira ser a mais cara do mundo. A privatização do sistema Telebrás em 1998 abriu a porta para um serviço caótico, sem investimentos e com altos lucros para as empresas privadas. A Anatel - que deveria regular as operadoras - faz isso de forma tímida e ineficaz”, diz o MTST, que continuou o ato na avenida Doutor Cardoso de Melo, onde fica o prédio da Oi.

No local, representantes da empresa receberam líderes do MTST, incluindo o Coordenador Nacional do movimento, Guilherme Boulos. O ato conta com o apoio do Movimento Periferia Ativa e deve percorrer, segundo o MTST, em cinco pontos da cidade: as sedes das empresas Oi, Tim, Vivo e Claro, além do prédio da Anatel.

Para Jussara Basso, coordenadora estadual do MTST, o protesto de hoje não significa uma ruptura na postura adotada pelo movimento, que costumeiramente protesta por melhorias na área da moradia.  “A pauta do movimento nunca foi unicamente habitação; pleiteamos também melhor qualidade de vida. Protestamos contra a má qualidade do serviço das operadoras, que - por outro lado - aplicam um dos valores mais caros do mundo. Pedimos a reestatização dessas empresas por conta do não cumprimento dos contratos”, disse.

O movimento exige mais antenas e investimentos na periferia da cidade, barateamento das tarifas e melhora na qualidade do atendimento para reclamações e cancelamentos de planos. Na esfera federal, o grupo espera a reestatização da Telebrás e maior rigor na aplicação de multas e suspensão de vendas de novas linhas para todas as operadoras, até a realização de novos investimentos.

Por volta das 10h30, o grupo continuou a marcha em direção à sede da Vivo, que fica na avenida Luís Carlos Berrini.

M'Boi Mirim

Mais cedo, outro protesto interditou a estrada do M'Boi Mirim, na zona sul de São Paulo, segundo informou a Polícia Militar. Os manifestantes fecharam a pista sentido centro, por volta das 5h50.

Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego, a interdição ocorria na altura da rua Clamecy. A manifestação chegou a prejudicar o tráfego de ônibus que operam no terminal Jardim Ângela. Por volta das 7h, a via começou a ser liberada.

Tags: interdição, manifestação, moradia, SP, telefonia, via

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