Jornal do Brasil

Segunda-feira, 22 de Setembro de 2014

País

Acusada de matar zelador em SP é levada para acareação no Rio

Portal Terra

Policiais civis do Rio de Janeiro foram a São Paulo nesta quarta-feira para levar a advogada Ieda Martins para participar de uma acareação relativa ao caso da morte do ex-marido dela, o empresário José Jair Farias, em 2005. Ieda é suspeita de participar da morte de Farias. Ela é acusada ainda de auxiliar em outro assassinato, do zelador Jezi Souza, ao lado do atual marido, o publicitário Eduardo Martins.

Segundo a Polícia Civil do Rio, durante a investigação da morte do zelador, agentes encontraram uma arma no apartamento do casal e a perícia confirmou que é o mesmo armamento utilizado para matar o empresário em 2005.

O casal foi indiciado na terça-feira pela morte do zelador. O publicitário confessou ter matado e esquartejado o homem após uma discussão em seu apartamento. Ele afirma que a mulher não teve participação no crime, nem na ocultação de cadáver. Ela nega que tenha auxiliado o marido.

O crime 

Na sexta-feira (30 de maio), por volta das 16h, Jezi foi ao apartamento do publicitário, no prédio aonde trabalhava como zelador, na zona norte de São Paulo, entregar a correspondência - como mostram imagens de câmeras de segurança do edifício.

Eles teriam discutido por "coisas banais, coisas de condomínio", relatou o delegado da 4ª Delegacia Seccional de São Paulo, Ismael Rodrigues. Eduardo desconfiava que o zelador furtava seus jornais, além de ter um atrito por uma questão da garagem. Após discutirem, os dois teriam entrado em luta corporal, quando, segundo o suspeito contou à polícia, a vítima caiu, bateu a cabeça no batente da porta e morreu.

A filha de Jezi, Sheyla Viana de Souza, 27 anos, relatou que uma moradora lhe contou "ter ouvido gritos de discussão, pedindo para parar e, ao olhar pelo olho mágico do apartamento, teria visto o morador (Eduardo) fechando a porta."

No sábado, o publicitário teria colocado o corpo em malas dentro do porta-malas do carro e ido para Praia Grande, na casa do pai - que, segundo a polícia, provavelmente não sabia do crime -, onde deixou o corpo. Em seguida, ele retornou para seu apartamento em São Paulo. A polícia ouviu informalmente Eduardo neste dia.

No domingo, o suspeito retornou à casa em Praia Grande. Usando um serrote, ele esquartejou o corpo do zelador, antes de retornar novamente a São Paulo. Na segunda-feira, quando os policiais civis entraram na casa no litoral paulista, Eduardo estava ao lado de uma churrasqueira, de sunga, incinerando partes do corpo da vítima.

Tags: Advogada, corpo, esquartejado, porteiro, são paulo

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