Jornal do Brasil

Quarta-feira, 26 de Novembro de 2014

País

Juíza de Execuções determina volta de Delúbio ao trabalho externo 

Jornal do BrasilLuiz Orlando Carneiro

Como consequência da decisão do ministro Roberto Barroso, novo relator da ação penal do mensalão - confirmada no dia 26 de junho pelo plenário do Supremo Tribunal Federal - a juíza Leila Cury, da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, determinou, nesta quarta-feira (2/7), a "imediata transferência" do sentenciado Delúbio Soares para o Centro de Progressão Penitenciária, a fim de que seja restabelecido o seu direito ao trabalho externo.

O ex-tesoureiro do PT - condenado a 6 anos e 8 meses de prisão no regime semiaberto (pena inferior a 8 anos) - estava trabalhando, durante o dia, na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em Brasília. Mas o benefício tinha sido suspenso pelo ministro Joaquim Barbosa, então relator da AP 470, e ele voltara a ficar isolado na Penitenciária da Papuda.

A juíza da VEP-DF já tinha determinado, nesta terça-feira (1/7), a transferência do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu da Papuda para o CPP, também para que ele possa começar a trabalhar durante o dia no escritório do advogado José Gerardo Grossi.

José Dirceu, Delúbio Soares e Valdemar Costa Neto foram transferidos, no início da tarde desta quarta-feira (2/7), para o Centro de Progressão Penitenciária, situado no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), mais próximo da zona central de Brasília do que o Presídio da Papuda.

Os três condenados na ação penal do mensalão no regime semiaberto ficarão no CPP, onde são obrigados a pernoitar.

De lá sairão todos os dias para trabalhar, a partir desta quinta-feira (3/7): José Dirceu no escritório do advogado José Gerardo Grossi; Delúbio na sede da CUT, no Setor Comercial de Brasília; o ex-depuado Costa Neto, como gerente, num restaurante industrial do Distrito Federal.

Tags: justiça, Mensalão, penas, réus, Trabalho

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