Jornal do Brasil

Sexta-feira, 1 de Agosto de 2014

País

Líder do PSDB questiona falta de contrato entre estatal venezuelana e Petrobras

Agência Câmara

O líder do PSDB na Câmara, deputado Antonio Imbassahy (BA), questionou a falta de um contrato ou mecanismo de proteção da Petrobras sobre a saída da estatal Petróleos de Venezuela S/A (PDVSA) da construção da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco. “De quem foi a ordem para que não houvesse um contrato? Houve participação de Lula?”, perguntou, durante audiência da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades na Petrobras com o ex-presidente da estatal Sérgio Gabrielli.

Gabrielli afirmou que não deveria haver nenhuma cláusula, pois não havia associação firmada entre os governos brasileiro e venezuelano, mas tentativa de associação. “Estávamos tentando uma associação de ‘ganha a ganha’ dos dois lados. Houve mudanças no marco regulatório venezuelano”, disse.

O orçamento da Abreu e Lima passou de 2,3 bilhões de dólares, em 2001, a 18,5 bilhões de dólares e poderá chegar a 20,1 bilhões de dólares até a inauguração, prevista para novembro, conforme projeções da estatal. A refinaria deve ter capacidade de refino de 230 mil barris/dia, pouco mais que o dobro da Pasadena, nos Estados Unidos, com 100 mil barris/dia.

Depois da demora da empresa venezuelana em participar da construção, a Petrobras incorporou os 40% que ficariam a cargo da PDVSA em dezembro de 2013.

Estudo furado

Para o deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), o valor da Abreu e Lima está “fora da curva”. Ele afirmou que ou o orçamento inicial da refinaria pernambucana foi extremamente prematuro quando foi decidido ou se levou para o conselho de administração um “estudo furado”.

Gabrielli justificou a variação de custo pela complexidade da refinaria. “Discordo da forma como o conselho tomou a decisão sobre a Abreu e Lima”, disse Mabel.

Paulo Roberto Costa

O ex-presidente da Petrobras afirmou que sua relação com o ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa era apenas profissional. Costa foi preso duas vezes pela Polícia Federal na Operação Lava Jato sob acusação de corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. “As minhas relações com Paulo Roberto são profissionais, não tinha relações pessoais. Ele não era meu homem de segurança”, disse.

Imbassahy havia questionado como Gabrielli não percebeu um “câncer” [Paulo Roberto Costa] na empresa.

Tags: comissão, estatal, inquérito, parlamentar, Petróleo

Compartilhe:

Postar um comentário

Faça login ou assine para comentar.