Jornal do Brasil

Quarta-feira, 30 de Julho de 2014

País

Após PR pedir cabeça de ministro, Dilma nega deslealdade 

Portal Terra

Logo após ceder à pressão do Partido da República (PR) e tirar César Borges do Ministério dos Transportes, a presidente Dilma Rousseff negou que a legenda aliada tenha agido com deslealdade. Em convenção do PSD, a presidente apontou a lealdade como uma das maiores virtudes da política.    

A presidente decidiu tirar Borges do cargo para não perder o apoio do PR na formação da aliança para a disputa a um novo mandato. Para o partido, Borges não atende aos interesses da legenda. O anúncio formal da saída troca no comando do Ministério dos Transportes deve sair ainda na tarde desta quarta-feira.    

Mais cedo, Dilma se reuniu com César Borges, com o ministro da Secretaria Especial de Portos, Antônio Henrique da Silveira, e também com o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Paulo Sérgio Passos, cotado para voltar ao cargo de ministro dos Transportes – ele é antecessor de Borges.  

“Engana-se quem defende a tese de que não há compatibilidade entre a lealdade a política”, afirmou a presidente em discurso para convencionais do PSD. “Acredito que nós na vida política não podemos prescindir do compromisso com a verdade, com a ética, com o sentimento de parceria, com a solidariedade, o respeito e a civilidade”, acrescentou.   

Indagada por jornalistas, em seguida, se o PR não havia faltado com lealdade ao colocar faca no pescoço do governo e exigir a troca ministerial, Dilma respondeu: “Óbvio que não”. A manobra do PR ganhou corpo diante do recuo do PTB em apoiar Dilma na candidatura à reeleição. Os partidos têm até o dia 30  deste mês para fazer suas convenções e decidir apoio a candidatos ou definir candidaturas à Presidência. No curto prazo, uma coalizão maior implica em mais tempo de exposição na propaganda eleitoral gratuita. 

Tags: apoios, Borges, dilma, presidencial, sucessão

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