Jornal do Brasil

Domingo, 21 de Setembro de 2014

País

Sarney decide não concorrer mais ao Senado, diz aliado

Portal Terra

O senador e ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP) anunciou nesta segunda-feira que não vai concorrer à reeleição a uma cadeira no Senado Federal. O peemedebista comunicou a decisão a aliados durante uma visita da presidente Dilma Rousseff a Macapá, capital do Estado pelo qual foi eleito.

A decisão foi anunciada em uma nota, assinada por um jornalista que presta serviços ao Senador no Amapá, depois de Sarney ter sido vaiado por militantes no evento ao lado de Dilma. O presidente regional do PMDB no Estado, o ex-senador Gilvam Borges, confirmou ter sido comunicado da decisão. “Ele me telefonou hoje à tarde e conversou com a presidenta Dilma de que havia um desejo muito forte da família para não concorrer ao cargo”, disse Borges, citando um problema de saúde da mulher do senador, dona Marly.

No Senado desde 1991, Sarney chegou a presidir a Casa em quatro ocasiões. Na nota, uma frase atribuída a Sarney fala da vontade de “parar um pouco com esse ritmo de vida pública”. “Entendo que é chegada a hora de parar um pouco com esse ritmo de vida pública que consumiu quase 60 anos de minha vida e afastou-me muito do convívio familiar”, diz.

Sarney anunciou que não vai concorrer ao Senado nas próximas eleições
Sarney anunciou que não vai concorrer ao Senado nas próximas eleições

A decisão será oficializada na próxima sexta-feira, em convenção do PMDB no Amapá. “Estamos muito esperançosos de que ele pode reavaliar”, disse o presidente regional da sigla. 

Leia a íntegra da nota:

O senador José Sarney (PMDB-AP) manifestou-se, agora há pouco, a respeito do episódio ocorrido nesta segunda-feira (23) em Macapá, por ocasião do evento do programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal, em que foi hostilizado por militantes partidários de declarada oposição a ele.

Era esperado que isso pudesse ocorrer, diz, primeiro pelo acirramento do pleito eleitoral que se avizinha, segundo, pela própria mobilização feita com esse propósito, fato este do conhecimento de todos. Sarney diz ter sido convidado pessoalmente pela amiga e aliada Dilma Rousseff, presidente do Brasil e entusiasta do programa de habitação popular iniciado ainda na gestão de Luís Inácio Lula da Silva (sic), outro companheiro de sua estima. Sarney foi, mais uma vez, diplomático, seguiu o protocolo que o evento exigia, para prestigiar a amiga Dilma e os amapaenses beneficiados pelo programa.

Diz também ter recebido no evento – como ocorre por onde quer que vá no país e fora dele – o carinho e a consideração de brasileiros que reconhecem a importância de seu papel na condução do país à redemocratização. “Lá mesmo, na festa da presidente Dilma, muitas pessoas aplaudiram, espontaneamente, a minha presença e a ajuda que tenho dado ao Brasil e ao Estado”, acrescenta o ex-presidente.

O senador, de 84 anos, também confirmou aquilo que seus amigos mais próximos e os aliados em Macapá foram comunicados na semana passada, de que não vai disputar a reeleição para o Senado em outubro próximo. “Essa decisão já estava tomada, comuniquei isso ao meu partido na semana passada. Entendo que é chegada a hora de parar um pouco com esse ritmo de vida pública que consumiu quase 60 anos de minha vida e afastou-me muito do convívio familiar”, declarou.

Sarney tem acompanhado de perto as idas e vindas da esposa, Dona Marly, aos hospitais em repedidas cirurgias e lentos processos de recuperação, em casa, como ocorre atualmente.

Ele confirma presença na Convenção do PMDB na próxima sexta-feira, dia 27. E diz também que irá participar das eleições deste ano, não como candidato, mas ajudando de todas as formas, ao inúmeros amigos e aliados que estarão na disputa. Também será a ocasião para se dirigir aos correligionários e simpatizantes, bem como aos cidadãos e cidadãs de bem do Amapá, a quem nutre “profunda gratidão”.

Macapá-AP, 23 de junho de 2014.

Cleber Barbosa

Jornalista/Colaborador do Gabinete do Senador José Sarney

Tags: brasil, congressom, eleição, sarneym política, senado

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