Jornal do Brasil

Quarta-feira, 30 de Julho de 2014

País

Operários da construção civil deflagram greve em Fortaleza

Agência Brasil

Trabalhadores da construção civil da Grande Fortaleza (CE) cruzaram os braços hoje (23), por tempo indeterminado. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil, vinculado à Conlutas, o aviso de paralisação já havia sido aprovado e comunicado no último dia 11, devido à recusa dos empresários do setor em negociar as reivindicações da categoria. De acordo com as entidades trabalhistas, a greve atingirá 14 municípios, além da capital cearense.

Operários de vários canteiros de obra interromperam os trabalhos pela manhã. A intenção era fazer uma passeata pela Avenida Beira-Mar, mas a polícia bloqueou a passagem dos grevistas, que, acompanhados de um carro de som, concentraram-se no cruzamento das avenidas Barão de Studart e Historiador Raimundo Girão – a uma quadra da orla. Policiais militares impediram que o ato fosse finalizado. Uma nova passeata foi agendada para amanhã (24).

“Amanhã, a luta continua. Queremos mostrar a real cara do trabalhador brasileiro aos turistas que lotaram Fortaleza”, declarou à Agência Brasil o diretor sindical Francisco Edneudo Braz da Silva, explicando que o movimento só não contou com mais operários porque, em virtude do jogo entre Brasil e Camarões hoje, muitas empresas não tiveram expediente.

Segundo o sindicalista, já ocorreram várias rodadas de negociação e houve consenso. “Os empresários não aceitam negociar nem mesmo a concessão do plano de saúde, mesmo a mortalidade do setor estando alta. Só este ano já perdemos sete companheiros em acidentes de trabalho.”

Os trabalhadores pedem 15% de aumento salarial, mas, de acordo com o sindicato, os empresários oferecem 7,5%. A categoria também reivindica cesta básica de R$ 150; pagamento de hora-extra aos sábados; concessão de plano de saúde e de auxílio-creche. Os operários também cobram melhores condições de trabalho e que 5% das vagas existentes em cada canteiro de obra sejam destinadas à mulheres.

Tags: canteiros, capital, cearense, Obras, paralisação

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