Jornal do Brasil

Sexta-feira, 21 de Novembro de 2014

País

Paulo Roberto da Costa diz que não sabia que Youssef era doleiro

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O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa admitiu, em depoimento à CPI do Senado, que conhecia Alberto Youssef, mas não sabia que ele era doleiro. Costa, disse apenas saber que Youssef havia “tido um problema em 2005?, ligado a um processo do Banestado. Quando o conheceu, afirmou, o doleiro já tinha outros investimentos na área hoteleira. Ambos foram presos pela Polícia Federal na Operação Lava Jato, que desarticulou uma quadrilha especializada em corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Paulo Roberto Costa admitiu também que, embora não tivesse formalizado um contrato, prestou um serviço de consultoria ao doleiro e recebeu como pagamento um carro no valor de R$ 250 mil, mais R$ 50 mil pela blindagem. Ele disse não ver nenhum problema nesta forma de pagamento: "Não vejo nada de errado nisso. Não há contrato fechado, mas efetuei o trabalho para ele. Posso comprovar isso", afirmou.

O executivo voltou a dizer que a Petrobras é uma empresa séria, com rígidos mecanismos de controle, e se disse "injustiçado" pela imprensa. "Pode fazer auditoria por 50 anos que não vão achar nada ilegal [na Petrobras]. Os controles lá dentro são enormes. Os contratos de Abreu e Lima eram aprovados de forma colegiada. Essa acusação de superfaturamento não é real. É ilação. Não existe isso. Não sei por que inventaram essa história, mas é fora da realidade. Estive 35 anos na companhia com zelo e dedicação. Não entrei na diretoria pela janela. Me sinto magoado e tive o nome e reputação destruídos", declarou.

Ao abrir seu depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga irregularidades na Petrobras, Paulo Roberto da Costa criticou a imprensa, que, segundo ele, publicou fatos irreais, sem lhe conceder o direito de defesa nos 59 dias em que esteve preso. Disse também que a petrolífera brasileira é uma empresa séria e competente:

"Fiquei esse tempo recluso e muita coisa foi dita de forma antiética. Repudio com veemência a acusação de que a Petrobras é dominada por organização criminosa. A Petrobras não é nada disso que está se falando. É uma empresa séria e competente", afirmou.

Com Agência Senado

Tags: comissão, depoimentop, estatal, inquérito, parlamentar, Petróleo

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