Jornal do Brasil

Quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

País

SP: reunião entre governo e metroviários termina sem acordo

Portal Terra

Terminou sem acordo a reunião entre o Sindicato dos Metroviários e o governo de São Paulo nesta segunda-feira para tentar encerrar a greve da categoria, que já dura cinco dias. Uma assembleia dos trabalhadores marcada para hoje ainda vai definir os rumos da paralisação. 

Durante a audiência, que ocorreu na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, o sindicato aceitou negociar a greve apenas se o governo revogasse as demissões de cerca de 60 metroviários. 

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou na tarde desta segunda-feira que não existe a possibilidade de alterar o reajuste aos metroviários. Ele disse que essa questão já foi encerrada. "O Tribunal Regional do Trabalho decidiu pela abusividade da greve e estabeleceu o reajuste do dissídio, adotando exatamente o valor oferecido pelo governo", disse ele. 

Alckmin ressaltou que neste momento o debate é sobre o direito de 5 milhões de pessoas que estão sem o serviço, tendo a sua rotina afetada, muitas nem podendo ir trabalhar. A greve dos metroviários começou na última quinta-feira. 

Ao longo desta segunda-feira, após a decisão da Justiça, foram demitidos cerca de 60 profissionais. O governador afirmou que não haverá novas demissões para aqueles que voltarem a trabalhar. "Na medida em que a greve foi considerada abusiva e se as pessoas não voltam a trabalhar, o metrô não pode funcionar e elas precisam ser desligadas por justa causa". Ele destacou ainda que os trabalhadores não foram desligados apenas por causa da greve. Mesmo assim, ele não detalhou as causas.

Nesta segunda-feira, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos iniciou processo de demissão por justa causa sob o amparo da lei. De acordo com a assessoria da secretaria, 60 cartas já foram remetidas. O critério de afastamento considerou inicialmente os servidores flagrados em ações de vandalismo ou de incentivo para que usuários pulassem as catracas.

Nesta segunda-feira, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos iniciou processo de demissão por justa causa sob o amparo da lei. De acordo com a assessoria da secretaria, 60 cartas já foram remetidas. O critério de afastamento considerou inicialmente os servidores flagrados em ações de vandalismo ou de incentivo para que usuários pulassem as catracas.

Tags: goverbo, Metrô, paralisação, SP, Transportes

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