Jornal do Brasil

Domingo, 31 de Agosto de 2014

País

Alckmin: demissões dos metroviários não serão revogadas

Reunião tenta pôr fim à greve que entrou no quinto dia

Portal Terra

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou na tarde desta segunda-feira que não existe a possibilidade de alterar o reajuste aos metroviários. Ele disse que essa questão já foi encerrada. "O Tribunal Regional do Trabalho decidiu pela abusividade da greve e estabeleceu o reajuste do dissídio, adotando exatamente o valor oferecido pelo governo", disse ele. 

Alckmin ressaltou que neste momento o debate é sobre o direito de 5 milhões de pessoas que estão sem o serviço, tendo a sua rotina afetada, muitas nem podendo ir trabalhar. A greve dos metroviários começou na última quinta-feira. 

Ao longo desta segunda-feira, após a decisão da Justiça, foram demitidos cerca de 60 profissionais. O governador afirmou que não haverá novas demissões para aqueles que voltarem a trabalhar. "Na medida em que a greve foi considerada abusiva e se as pessoas não voltam a trabalhar, o metrô não pode funcionar e elas precisam ser desligadas por justa causa". Ele destacou ainda que os trabalhadores não foram desligados apenas por causa da greve. Mesmo assim, ele não detalhou as causas.

Nesta segunda-feira, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos iniciou processo de demissão por justa causa sob o amparo da lei. De acordo com a assessoria da secretaria, 60 cartas já foram remetidas. O critério de afastamento considerou inicialmente os servidores flagrados em ações de vandalismo ou de incentivo para que usuários pulassem as catracas.

Nova reunião tenta pôr fim à greve 

Um reunião articulada pelas centrais sindicais e marcada para esta segunda-feira tenta negociar um acordo para encerrar a greve dos metroviários de São Paulo, que entrou hoje no quinto dia. O encontro ocorre na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego.

Após a reunião, os trabalhadores farão nova assembleia, que definirá os rumos da greve. Estão presentes na audiência a diretoria do Sindicato dos Metroviários, o presidente do Metrô, Luiz Antonio Carvalho Pacheco, e representantes da secretaria dos Transportes Metropolitanos e da secretaria da Casa Civil.

Segundo o presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Altino de Melo Prazeres, caso o governo ofereça uma proposta de aumento salarial em torno de 11%, essa proposta poderia até ser analisada pelo sindicato. A proposta atual do governo é de 8,7%. “Vamos atrás do governo para resolver o problema. Não queremos prorrogar o protesto até a Copa, essa nunca foi a nossa intenção. Agora resta saber se o governo quer negociar”, disse Altino.

Para o presidente do sindicato, tudo depende do governo para que a greve termine antes da Copa do Mundo, que terá a sua partida inicial em São Paulo, na próxima quinta. “Sou torcedor e não quero prejudicar a Copa. Gosto do Neymar, sou santista e torço para que dê tudo certo”, disse.

Tags: Governador, metroviários, paralisação, SP, Transportes

Compartilhe:

Postar um comentário

Faça login ou assine para comentar.