Jornal do Brasil

Sexta-feira, 19 de Setembro de 2014

País

Para advogado da família, suspeita sabia da morte de zelador

Portal Terra

O advogado da família do zelador Jezi Lopes de Souza, 63 anos, morto na última sexta-feira na zona norte de São Paulo, acredita que a mulher do publicitário Eduardo Tadeu Pinto Martins, que confessou o assassinato, sabia do crime. Ieda Cristina Cardoso Martins está presa por participação na morte da vítima.

De acordo com Robson de Souza, advogado da família que também é primo do zelador, a versão da mulher não se sustenta. “Não há possibilidade de ela não saber (do crime), como alegou. As fitas (das gravações das câmeras de segurança) já dão um norte de como ocorreu e mostram o conflito com a versão dada por ela”, diz.

O defensor de Ieda, no entanto, vai pedir a revogação temporária de sua cliente, sob alegação de que ela não teria participação nenhuma no crime. “No momento do crime, ela não estava no apartamento. O Eduardo ligou para ela, no trabalho, às 16h30, dizendo que estava passando mal. Às 15h30, o zelador saiu do elevador e se atracou com Eduardo no hall do andar e, nesse momento, ele bateu a cabeça no batente da porta e faleceu. Ela chegou em casa por volta das 17h e o marido pediu para ela descer para comprar algumas coisas para o filho, inclusive pão. Na volta, ele disse para ela buscar o filho que os dois iriam na igreja, levar roupas para doação”, disse o advogado Roberto Guastelli.

Segundo a versão de Ieda, o casal já tinha combinado de levar roupas para doação até a igreja Santa Rita, no Pari. De acordo com a defesa da mulher, ao voltar com o filho, ela interfonou para o marido, que não atendeu. “Aí ela foi para a garagem, achando que ele estava lá. Chegando lá, ela interfonou outra vez e ele atendeu, descendo com a mala e o saco de roupas”, disse.

Família de zelador aguarda exame para liberação de corpo

Familiares aguardam a liberação do corpo que ainda está na Praia Grande, no litoral de São Paulo, para realizar o sepultamento. O advogado da família vai até o Instituto Médico Legal (IML) no litoral para tentar liberar o corpo ainda hoje. "Estou indo para lá agora para tentar liberar o corpo, mas ele só deve ser liberado após o resultado de exame de DNA, aí vamos conseguir fazer o sepultamento", disse. “Se for possível, posso fazer o reconhecimento (do corpo) direto, mas, por ser um caso de grande repercussão, se for pedido o exame de DNA, acredito que o resultado possa sair rapidamente, em até três dias”.

Segundo Robson, o desentendimento entre o zelador e o publicitário não era tão grande. "Havia desentendimento como em qualquer condomínio, mas não era essa guerra que estão falando." Para o primo da vítima, o que resta agora é aguardar os trabalhos da justiça. "Temos que confiar e acreditar que a justiça seja feita."

A filha do zelador, Sheyla Viana de Souza, 27 anos, também esteve no 13º DP, na Casa Verde, nesta terça-feira. Visivelmente abalada, ela disse que espera o corpo do pai para fazer uma última homenagem. "Infelizmente temos que esperar, não tem o que fazer, não tenho nem o que falar", disse. Ela não deve ir à Praia Grande e vai aguardar os desdobramentos do caso em São Paulo.

Tags: edifício, morte, Norte, porteiro, SP, Zona

Compartilhe:

Postar um comentário

Faça login ou assine para comentar.