Jornal do Brasil

Segunda-feira, 28 de Julho de 2014

País

Saída de Barbosa gera repercussão no meio jurídico

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Diversas associações comentaram a saída de Joaquim Barbosa da presidência do Supremo Tribunal Federal (STF). A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ficou surpresa com o anúncio da renúncia do presidente da Corte. O ministro já havia afirmado que deixaria o tribunal antes completar 70 anos, período para aposentaria obrigatória no serviço público.

>>Barbosa anuncia aposentadoria na sessão do STF

Antes da sessão plenária, o vice-presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, disse que não tinha sido comunicado formalmente da renúncia. “Ainda preciso tomar ciência do fato. Não sei de nada, não fui comunicado de nada formalmente, preciso tomar ciência”, afirmou.

O ministro Marco Aurélio, segundo integrante mais antigo, disse que a renúncia pegou o Supremo de surpresa. “Não sabíamos de nada, pelo menos eu não tinha conhecimento de que ele deixaria o tribunal antes da expulsório”, afirmou.

Teori Zavacki afirmou que também foi surpreendido. “Para mim foi uma surpresa, eu não sabia. Já houve outros casos de ministros renunciando, mas é raro.”

O presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Paulo Luiz Schmidt, comentou sobre a saída do Ministro de forma bastante negativa: "A decisão do ministro Joaquim Barbosa  quanto à aposentadoria é só dele e deve ser respeitada. A história dirá mais tarde, distanciada de debates ideológicos,  sobre seus erros e acertos, como ocorre com todos os personagens da vida pública. Para a Anamatra, no entanto, a passagem de Sua Excelência pelo Supremo Tribunal Federal e pelo CNJ, não contribuiu para o aprimoramento do necessário  diálogo com as instituições republicanas e com as entidades de classe, legítimas representantes da magistratura, marcando , assim , um período de  déficit democrático. A se confirmar o que foi noticiado , confiamos que haverá a reconstrução das pontes que viabilizam a retomada do diálogo institucional"

*Com Agência Brasil

Tags: anamatra, astrif, Brasília, cnj, joaquim barbosa

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