Jornal do Brasil

Terça-feira, 16 de Setembro de 2014

País

Maersk nega pagamento de propina a ex-diretor da Petrobras

Revista Época indica que Paulo Roberto Costa recebia "comissão" da empresa dinamarquesa

Portal Terra

O Grupo Maersk negou em nota divulgada neste domingo qualquer relação com um suposto esquema de desvio de dinheiro da Petrobras. Segundo reportagem da revista Época, pen drives apreendidos pela Polícia Federal (PF) na casa de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras que chegou a ser preso na operação Lava a Jato, indicam que este recebeu R$ 6,2 milhões de “comissão” em contratos firmados entre a petroleira e a empresa dinamarquesa.

Segundo a Maersk, “é comum e habitual a utilização de corretores, que prestam assistência de marketing externo para promover os serviços de operadores petroleiros para muitos clientes de diferentes países (...) A norma internacional para pagamento de taxas para corretores é de 1,25% sobre o total de ganhos acordado em carta-contrato”.

Conforme a reportagem, era em cima dessa taxa de 1,25% que o ex-diretor faturava. Ele teria utilizado o nome de um amigo para montar uma empresa para receber o dinheiro. “As comissões são pagas após a apresentação de faturas oficiais emitidas pelo corretor em questão e por canais bancários igualmente oficiais para um Banco designado no Rio de Janeiro”, diz a empresa.

A assessoria de imprensa da Maersk informou ao Terra ainda que a reportagem apresenta dados incorretos sobre a empresa: o faturamento anual é de US$ 47,4 bilhões ao ano, e não US$ 27 bilhões; são 634 embarcações (incluindo sondas) e não 600 navios. Além disso, a companhia reitera que não tem nenhum contrato firmado com Paulo Roberto Costa.

O ex-diretor da Petrobras foi solto por determinação do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou, também, que o caso deve ficar no Supremo, já que envolve parlamentares.

Confira a seguir a nota completa da Maersk.

O Grupo Maersk reitera sua política de trabalho contra a corrupção. Subornos e propinas são estritamente proibidos para qualquer colaborador da Maersk ou grupo parceiro que colabore com a empresa. 

Por vários anos, o Grupo tem realizado negócios com a Petrobras e, em 1977, decidiu estabelecer uma filial no Rio de Janeiro, visando fortalecer o seu relacionamento com clientes brasileiros e parceiros em geral. Consequentemente, os negócios da Maersk com a Petrobras cresceram em áreas upstream e downstream. A Petrobras tem empregado, por exemplo, sondas de perfuração, embarcações offshore, petroleiros e navios gaseiros. No mercado global de navios petroleiros e navios gaseiros, é comum e habitual a utilização de corretores, que prestam assistência de marketing externo para promover os serviços de operadores petroleiros para muitos clientes de diferentes países. A Maersk Tankers também faz isto no Brasil, inclusive com a Petrobras.

A norma internacional para pagamento de taxas para corretores é de 1,25% sobre o total de ganhos acordado em carta-contrato. No Brasil - e trabalhando estritamente dentro das normas  da indústria -, a Maersk Tankers também usou a Corretagem Gandra e pagou uma comissão de 1,25%, que é a padrão do setor/indústria. A Maersk Tankers é a única empresa da Maersk que tem realizado negócios com a Corretagem Gandra. A Maersk não tem nenhum contrato com Paulo Roberto Costa.

As comissões são pagas após a apresentação de faturas oficiais emitidas pelo corretor em questão e por canais bancários igualmente oficiais para um Banco designado no Rio de Janeiro. Todos os petroleiros e navios gaseiros fretados para a Petrobras envolveram contratos fixos nos níveis prevalecentes no mercado da época. A Maersk torna a reiterar, em linha com a sua política, que trabalha contra todos os tipos de corrupção, está em conformidade com a legislação.

Tags: . prisão, diretor, Petrobras, propina, suborno

Compartilhe:

Postar um comentário

Faça login ou assine para comentar.