Jornal do Brasil

Segunda-feira, 1 de Setembro de 2014

País

Aécio fala sobre drogas: "Me acusam há 15 anos"

Brasil 247

O senador Aécio Neves parece disposto a exorcizar o tema das drogas, na pré-campanha presidencial. Nesta semana, em entrevista ao jornalista Fernando Rodrigues, ele disse ter experimentado maconha aos 18 anos. Afirmou que não gostou, que não recomenda aos jovens e disse, ainda, que é contra experiências de legalização, como vem ocorrendo no Uruguai .

Neste sábado, em Porto Alegre, ele foi questionado sobre o uso de cocaína e atribuiu essas insinuações ao PT. "A gente vive um submundo da política nas redes, onde se dissemina qualquer tipo de acusação contra os adversários esperando que alguém, talvez desavisadamente, leve o assunto para o dito jornalismo sério. Tenho uma história de vida, para quem não me conhece, absolutamente digna e honrada, reconhecida até pelos adversários", afirmou.

Depois, ele afirmou que essa acusação vem sendo feita nos últimos quinze anos, mas afirmou que, neste período, ele se especializou em derrotar o PT. "Como não têm sobre a minha vida absolutamente nada, dizem que eu sou despreparado, que eu sou incompetente. Me acusam (de usar drogas) há 15 anos, mas ao longo dos últimos 15 anos eu me especializei em uma coisa: em derrotar o PT. Há 15 anos eu ganho do PT no primeiro turno, em todas as eleições, no meu Estado", afirmou.

Aécio voltou a criticar duramente o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) a quem responsabilizou pela falta de uma política de segurança nacional. Segundo o tucano, “a insegurança cresce no país (...) sob o olhar complacente e a omissão irresponsável do governo federal”.

O tucano também acusou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, de apequenar o debate sobre o assunto. Há alguns dias, dei uma entrevista falando de propostas para a área de segurança e, infelizmente, o ministro da Justiça, agindo muito mais como militante partidário do que como ministro da Justiça de todos os brasileiros, apequenou o debate”, disparou.

Neves embasou as críticas contra a atual política de segurança citando uma série de indicadores referentes ao assunto. “No ano passado, foram 52 mil assassinatos no Brasil. Apenas no ano passado. E nesses últimos três anos de governo o orçamento da segurança pública foi contingenciado em 65%. Apenas 35% foram executados (...). Isso é uma demonstração clara de que quem faz marketing com segurança é o governo, que se apresenta no momento das crises estaduais e aponta o dedo, tendo algo que poderia fazer e jamais fez”, atacou.

Aécio também afirmou que 87% de tudo que é gasto em segurança pública tem como origem as receitas de estados e municípios. Segundo ele, apenas 13% dos recursos para o setor são oriundos da União, que concentraria mais de 60% do conjunto da arrecadação.

Aécio ressaltou, ainda, que uma proposta de sua autoria sobre o tema, que impede o contingenciamento de recursos para a área de segurança não foi votada em função da intransigência da base governista no Senado. Ele também disse que uma de suas metas, caso eleito, é fazer com que o Ministério da Justiça seja transformado no Ministério da Justiça e da Segurança Pública”, além de promover uma “profunda e urgente modernização do nosso código penal e do nosso código de processo penal, que também o governo, com a sua enorme maioria, não fez com que andasse até aqui”, disparou. Segundo ele, o PSDB encaminhou mais de 50 propostas para a área de segurança e que “muitas delas estão paradas na mesa do ministro da Justiça”.

Tags: Aécio, presidencial, PT, sucessão, tóxicos

Compartilhe:

Postar um comentário

Faça login ou assine para comentar.