Jornal do Brasil

Sábado, 1 de Novembro de 2014

País

SP: ônibus são apedrejados após PM agir durante bloqueio em garagem

Portal Terra

A Policia Militar fez nesta quinta-feira a primeira intervenção na greve de motoristas e cobradores do transporte coletivo de São Paulo. Um grupo de pelo menos 10 policiais, do 49º Batalhão, da 3ª companhia, interveio no bloqueio que era realizado desde as 4h, na garagem principal da viação Santa Brígida, na Vila Jaguara, na zona norte da capital.

Policiais tentaram conversar e acalmar grevistas que impediam a saída dos ônibus. “Não estamos exatamente a favor da empresa”, disseram alguns PMs, ressaltando que pretendiam apenas cumprir uma ordem. Pontualmente às 9h, os primeiros dos 550 carros da garagem começaram a deixar o pátio sob críticas dos grevistas, que aplaudiam ironicamente e chamaram os próprios companheiros de “safados” e “vendidos”.

Mesmo com a presença da PM, todos os veículos que deixaram a garagem foram apedrejados e retornando ao pátio. Segundo a assessoria de imprensa da viação Santa Brígida, a PM foi convocada pelo não cumprimento da palavra dos grevistas. Segundo a empresa, os manifestantes desrespeitaram um acordo firmado um pouco antes, onde a comissão dos grevistas se comprometeu a deixar a passagem livre para os ônibus que quisessem sair.

Ficou definido na quarta-feira, após reunião entre o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, e o secretário estadual de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, que a polícia de São Paulo passaria a intervir na paralisação de ônibus que acontece na capital paulista desde a manhã da última terça-feira.

“Fizemos uma reunião e acertamos um procedimento de urgência, de emergência, que procura fazer com que a relação da PM e da Polícia Civil com a SPTrans e a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) seja rápida. Vai ter um membro da SPTrans no Copom (central de monitoramento da polícia). Este membro vai fazer a relação online com o comando da polícia para quando precisar do reforço policial para retirar o veiculo para garantir que a segurança do agente aconteça imediatamente”, disse Tatto. Segundo o secretário, a ação acontecerá imediatamente.

Tatto foi pessoalmente à Secretaria de Segurança Pública pedir ajuda à Polícia Militar e conversar com Grella. Porém, algumas horas antes, o secretário municipal afirmou ter havido “passividade” por parte da Polícia Militar para agir contra o problema na capital. Apesar dessa declaração de Tatto, Grella disse ter havido um “equívoco”. O secretário de segurança afirmou ainda que o Ministério Público está no papel de investigar essa possível omissão da polícia.

Tags: interdição, paralisação, PM, rodoviários, SP

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