Jornal do Brasil

Sábado, 30 de Agosto de 2014

País

Operação da PF em Mato Grosso tem relação com inquérito sigiloso no STF 

Governador chegou a ser preso por porte ilegal de arma

Jornal do BrasilLuiz Orlando Carneiro

O prosseguimento da Operação Ararath em Mato Grosso levou a Procuradoria-Geral da República a pedir ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, a proibição de a Polícia Federal divulgar informações mais detalhadas sobre as investigações em curso, que se desdobraram em mandados de busca e apreensão nas casas do deputado estadual José Riva (PSD), do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Sérgio Ricardo Almeida, do prefeito Mauro Mendes (PSB), além do governador Silval Barbosa. O gabinete do prefeito também foi alvo da operação, assim como o gabinete de um promotor de Justiça, no Ministério Público Estadual (MPE). A operação foi deflagrada para investigar crimes financeiros e lavagem de dinheiro.

O inquérito

O ministro Dias Toffoli é relator do Inquérito 3.842 em tramitação no STF desde o dia 31 de março, e que foi autuado com a observação "segredo de Justiça". Assim, os investigados são nomeados apenas por suas iniciais. No caso, destacam-se as iniciais BM, SCB, SRDA, ASF, MMF, JGR, que são as mesmas, respectivamente, do ex-governador de Mato Grosso Blairo Maggi; Silval da Cunha Barbosa, seu sucessor; Sérgio Ricardo, ex-deputado e conselheiro do Tribunal de Contas estadual; Alencar Soares Filho, ex-deputado e ex-conselheiro do TCE; Mauro Mendes Ferreira (PSB), prefeito de Cuiabá; e José Riva (PSD), deputado estadual.

No andamento do inquérito no STF, em "detalhes", lê-se que eles são investigados (indiciados) por "crimes de lavagem de dinheiro ou ocultação de bens, direitos e valores". O Inquérito 3.842 tem, no momento, 22 folhas e 45 apensos. 

Governador chegou a ser preso por porte ilegal de arma

O governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), foi preso em flagrante pela Polícia Federal por posse ilegal de arma de fogo, em Cuiabá, durante desdobramento da Operação Ararath, que investiga crimes financeiros e lavagem de dinheiro, nesta terça-feira (20). Silval foi liberado após pagar fiança.   

Tags: ação, federal, polícia, prisões, Supremo

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