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MPF denuncia cinco militares pela morte de Rubens Paiva

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Em entrevista coletiva, na tarde desta segunda-feira, o Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro anunciou que apresentou denúncia contra cinco militares reformados pelos crimes de homicídio e ocultação do cadáver do ex-deputado Rubens Paiva. O crime ocorreu entre os dias 21 e 22 de janeiro de 1971, nas dependências do Destacamento de Operações de Informações (DOI) do I Exército, no Batalhão de Polícia do Exército, na Tijuca, Zona Norte do Rio.

Os cinco militares também foram denunciados por associação criminosa armada, e três deles, por fraude processual. Foram denunciados o ex-comandante do DOI, general José Antônio Nogueira Belham, e o ex-integrante do Centro de Informações do Exército (CIE), coronel Rubens Paim Sampaio, por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e associação criminosa armada. 

Já por ocultação de cadáver, fraude processual e associação criminosa armada, foram denunciados o coronel reformado Raymundo Ronaldo Campos e os militares Jurandyr Ochsendorf e Souza e Jacy Ochsendorf e Souza.

As investigações do MPF duraram cerca de três anos e envolveram a análise de 13 volumes de documentos. Foram tomados depoimentos de 27 pessoas.

O MPF declarou que as ações que resultaram na prisão e morte de Rubens Paiva se enquadram como crimes de Estado, e que não há prescrição porque são crimes cometidos contra a humanidade. Da mesma forma, também os praticantes são beneficiados pela Lei da Anistia.

A filha de Rubens Paiva, Vera Paiva, participou da coletiva no MPF e disse que está contente pelo desfecho do caso.



Tags: Ministério, deputado, ditadura, federal, público

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