Jornal do Brasil

Quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

País

Dilma assina ordem de serviço para duplicação da BR-381/MG

Agência Brasil

Em cerimônia na cidade mineira de Ipatinga, a presidente Dilma Rousseff assinou a ordem de serviço que dá início à duplicação da BR-381/MG, afirmando que o governo federal recuou da proposta de adotar o regime de concessão e decidiu duplicar e promover as melhorias da rodovia por meio de obra pública. “No passado, nós pensamos em colocar esta rodovia, este trecho, em concessão. O governo federal recuou dessa proposta e vai refazê-la por meio do sistema de obra pública, no qual a gente coloca o dinheiro a fundo perdido, porque pelo trecho de duplicação nós teríamos uma taxa de pedágio muito alta”.

A mudança ocorreu em 2010, quando o governo decidiu cancelar a licitação para duplicar a BR-381, que liga Belo Horizonte a Governador Valadares, em Minas Gerais, e, de acordo com a presidenta, foi responsável pelo atraso no início da obra. Contando com outras intervenções ao longo do trajeto, como a construção de túneis e pontes, a duplicação de 303 quilômetros da rodovia custará, ao todo, R$ 2,5 bilhões.

Dilma Rousseff disse que o modelo de concessão foi adequado para outras vias, que conseguiram alcançar valores baixos de pedágio e têm “as menores concessões cobradas neste país”. 

A presidente defendeu a importância da obra na BR-381/MG, lembrando, pelo Twitter, que o trânsito intenso e o traçado perigoso da BR fez com que ela ficasse conhecida como rodovia da morte. Durante a assinatura da ordem de serviço, ela destacou que a região do Vale do Aço em Minas, é importante produtora de matérias primas para as indústrias automobilística e naval.

“A maior importância dela não é para produtos, é para pessoas, [para] garantir a vida, mas também a qualidade de vida. Garantir que uma região que é considerada uma das mais importantes do país em matérias de produção tenha a sua infraestrutura adequada”, afirmou.

Dilma avaliou também que a entrega de obras como a de modernização do anel rodoviário e o metrô de Belo Horizonte depende dos outros federados. “Se tiver atrasado, eu sugiro que se cobre o governo de Minas Gerais também, e não só o governo federal” disse.

A presidente afirmou ainda que os anéis rodoviários passaram a ser fundamentais para o governo federal, já que, com o crescimento das cidades, as estradas integraram os sistemas urbanos e, com isso, o transporte de cargas passou a prejudicar o trânsito.

Tags: assinatura, convenios, estradas, federais, presidente

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