Jornal do Brasil

Quarta-feira, 26 de Novembro de 2014

País

Penitenciária do RS faz primeiro casamento entre mulheres presas

Portal Terra

O primeiro casamento entre duas mulheres presas da Penitenciária Feminina Madre Pelletier, em Porto Alegre (RS), foi celebrado na sexta-feira (9) no teatro da instituição. A cerimônia foi feita pelo sacerdote afro-umbandista Everton Afonsim, que já abençoou 38 uniões, sendo 17 delas homoafetivas.

As detentas se apaixonaram na prisão e participaram do ritual como manda o tradicional casamento: com direito a vestido branco, buquê, terno e alianças douradas. Segundo a assessoria de imprensa da Superintendência dos Serviços Penintenciários (Susepe), as duas estavam emocionadas e foram acompanhadas por familiares até o altar religioso, onde estavam expostos os elementos que abençoaram o casamento. 

Primeiro casamento entre presas na Penitenciária Feminina Madre Pelletier foi realizado no teatro da instituição
Primeiro casamento entre presas na Penitenciária Feminina Madre Pelletier foi realizado no teatro da instituição

Para o sacerdote, que também é presidente da Federação Afroumbandista e Espiritualista do RS (Fauer), o casamento dentro de uma penitenciária representa a quebra de um paradigma e a evolução da sociedade no respeito aos direitos de todas as pessoas, não importando o gênero e nem a religião. "O que acontece fora deve acontecer aqui dentro também, com todas as garantias na execução dos direitos das mulheres privadas de liberdade", ressaltou a titular da Coordenadoria Penitenciária da Mulher/Assessoria dos Direitos Humanos (ADH) da Susepe, Anelise Pereira. 

No momento de dizer o simbólico “sim”, as duas presas, que têm na inicial de seus primeiros nomes a letra “V”, trocaram beijos e mensagens de amor, emocionando quem acompanhava a cerimônia. As detentas ainda assinaram a ata de união, estabelecida pela Fauer. Os convidados foram recepcionados com doces e salgadinhos, após o cumprimento às noivas.

Tags: casamento, homoafetivo, penitenciária, presas, Sul

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