Jornal do Brasil

Sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

País

The Economist: A Presidente e os pretendentes

Revista britânica publicou matéria alertando para a queda de popularidade de Dilma

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A revista britânica The Economist publicou uma matéria debatendo a queda da popularidade da presidente Dilma Rousseff e enaltecendo os candidatos Aécio Neves e Eduardo Campos. O texto destaca que a aprovação de Dilma caiu de 55% em fevereiro para 48% e que esta queda representaria, ainda, mais apoio aos seus maiores rivais. Segundo o jornalista, eles continuam atrás da presidente, mas Aécio já estaria a somente dez pontos de Dilma no caso de um segundo turno entre os dois.

O autor defende Aécio afirmando que, como governador de Minas Gerais, transformou o estado em um dos mais bem administrados do país. Sua "gestão dos choques" teria sido coordenada por um time de hábeis tecnocratas, envolvendo o corte de custos, estimulando as receitas fiscais, estabelecendo metas de performance e deixando 3 mil vagas desocupadas, em vez de entregá-las a homens da política. De acordo com a matéria, a pobreza diminuiu mais do que no Brasil como um todo. Por sua vez, Eduardo Campos teria utilizado as mesmas táticas em Pernambuco, durante a sua gestão, alcançando resultados igualmente impressionantes.

Matéria no site da revista The Economist: "The president and the pretenders"
Matéria no site da revista The Economist: "The president and the pretenders"

Segundo o texto, tanto Aécio quanto Campos querem dar independência ao Banco Central, simplificar o complicado sistema de impostos, cortar o número de ministérios e agir para atrair investimentos privados para a precária infra-estrutura. Entretanto, muitas pessoas ainda seriam mais favoráveis a Aécio, já que o partido de Campos ainda defende a propriedade comum dos meios de produção. 

>> Dilma tem 37%, Aécio, 20%, e Campos, 11%, diz Datafolha

Campos teria procurado a aliança de Marina Silva para tentar abafar as críticas de elitismo que o atingem da mesma forma que prejudicam Aécio. Além disso, Marina poderia atrair os votos dos evangélicos, assim como os dos bem-educados e ricos brasileiros, que vivem em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, nas quais seu partido (PSB) não tem força. 

Outro potência de Campos seria o apoio da família Setúbal, o clã por trás do grande banco Itaú. Ele também teria herdado de Marina dois economistas de ponta: Sr Giannetti e André Lara Resende, que ajudou a acabar com a hiperinflação há 20 anos. Apesar disso, nenhum dos dois teria muito interesse em participar do potencial gabinete do político.

Tags: Aécio, análise, Campos, candidatos, dilma, Eleições

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