Jornal do Brasil

Terça-feira, 30 de Setembro de 2014

País

Pai do menino Bernardo poderá passar por detector de mentiras

Portal Terra

O médico Leandro Boldrini poderá prestar um novo depoimento sobre a morte do filho, Bernardo, 11 anos, encontrado morto dez dias após ter desaparecido em Três Passos (RS). Desta vez, com o uso de detector de mentiras. A proposta foi feita pela Polícia Civil à defesa do suspeito, o advogado Jader Marques. 

Segundo a assessoria da Polícia Civil, o uso de detector de mentiras em depoimentos é algo proposto a qualquer suspeito. O inquérito do caso deverá ser entregue à Justiça na próxima terça-feira. O médico, a mulher, a enfermeira Graciele Ugulini, e a assistente social Edelvânia Wirganovicz serão indiciados. Eles estão presos pela suspeita de envolvimento na morte do menino desde 14 de abril, dia em que o corpo foi encontrado em Frederico Wetsphalen.

Em entrevista coletiva no dia 29 de abril, a delegada Caroline Bamberg Machado afirmou que existe a certeza de que os três participaram do assassinato. "Em todas as coletivas ressaltei que estamos individualizando os crimes, mas nós temos certeza que os três participaram", avisou Caroline.

O caso

Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, desapareceu no dia 4 de abril, em Três Passos (RS), depois de – segundo a versão da família - dizer ao pai que passaria o fim de semana na casa de um amigo. O corpo do garoto foi encontrado no dia 14 de abril, em Frederico Westphalen (RS), dentro de um saco plástico e enterrado às margens do rio Mico.

Na mesma noite, o pai, o médico Leandro Boldrini, a madrasta Graciele Ugulini, e a assistente social Edelvânia Wirganovicz foram presos pela suspeita de envolvimento no crime. Segundo a Polícia Civil, o menino foi dopado antes de ser morto, possivelmente com uma injeção letal. Os três se encontram temporariamente presos.

Tags: madrasta, menino, morte, pai, RS

Compartilhe:

Postar um comentário

Faça login ou assine para comentar.