Jornal do Brasil

Domingo, 26 de Outubro de 2014

País

Chanceler nega ingerência de Marco Aurélio Garcia no Itamaraty

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O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, negou que exista interferência do assessor de assuntos internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, em assuntos do Itamaraty. “É um esclarecimento que precisa ser feito. Não há interferência de integrantes de outros órgãos no ministério. Respondemos apenas à presidente Dilma”, afirmou.

O embaixador explicou que Garcia participa de atividades relacionadas à América do Sul auxiliando o Ministério das Relações Exteriores, por ter relações bem antigas com integrantes dos governos de alguns países. “Na última vez em que ele foi à Venezuela, ele foi a meu pedido”, disse Figueiredo.

Ele lembrou também que o Brasil, junto com Colômbia e Equador, foi escolhido em conjunto pelo governo e a oposição venezuelanos para intermediar as negociações. “As coisas lá já estão bem melhores”, disse.

Em resposta a pergunta do deputado Duarte Nogueira (PSDB-SP) sobre o Irã, Figueiredo respondeu que o atual governo do país pérsico busca resolver todas as suas questões internacionais relacionadas à energia nuclear. Também perguntado sobre a crise na Ucrânia, o chanceler justificou que o Brasil se absteve de censurar o plebiscito realizado pela população de origem russa da Crimeia por questões de redação do texto. “Nós apoiamos a Ucrânia independentemente de qualquer resolução”, disse.

Figueiredo Machado participou de audiência pública da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional sobre a execução da política externa brasileira.

Agência Câmara

Tags: câmara, depoimento, interferências, ministérios, políticas

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