Jornal do Brasil

Terça-feira, 21 de Outubro de 2014

País

Copa: dirigente revela "histeria" de ingleses com violência no Brasil

Portal Terra

As autoridades inglesas estão “histéricas”, apavoradas com a qualidade da segurança que será oferecida aos turistas, dirigentes e jogadores do país durante a Copa do Mundo de 2014, no Brasil. Isto, pelo menos, foi o que contou o chefe de segurança da Federação Inglesa (FA), em entrevista ao jornal Daily Mail, neste domingo. À publicação, Tony Conniford afirmou que figuras importantes da Inglaterra estão com muito temor, principalmente, após os relatos de violência vindos do Rio de Janeiro.

Conniford disse que, apesar de o discurso oficial da FA pregar confiança nas medidas de segurança do Mundial, internamente o sentimento é outro. Ligações de autoridades inglesas, questionando a qualidade da organização do evento, seriam constantes. “É ruim. Recebo telefonemas de gestores, dos meus chefes na FA, histéricos, dizendo: ‘Tony , você tem certeza que é seguro?’. Eles estão preocupados e são questões reais”, disse o chefe de segurança da FA, ao Daily Mail.

O principal temor dos ingleses, de acordo com o jornal, é relacionado à localização do hotel no qual a seleção ficará concentrada durante o torneio. O Royal Tulip Hotel fica próximo à Rocinha, e, segundo o Conniford, é avaliado apenas como o 93º melhor da cidade. O chefe de segurança da FA ainda lembrou que a Holanda é a única equipe que ficará perto dos ingleses, citou os inúmeros casos de criminalidade da região e usou o exemplo da Alemanha, de construir o seu próprio resort, na Bahia, como o ideal para o evento a ser realizado em solo brasileiro.

A segurança, porém, não é o único assunto que preocupa as autoridades da Inglaterra. O trânsito é outro fator que já vem causando sofrimento à seleção que, na primeira fase, jogará nas capitais Manaus, São Paulo e Belo Horizonte. Segundo o jornal, Conifford teria imaginado uma situação na qual estrelas como Wayne Rooney e Steven Gerrard tenham que ficar quatro horas dentro de um ônibus para se locomover somente até o centro de treinamentos.

“O trânsito é horrível. Mesmo com uma possível escolta policial, será um pesadelo. As ruas são terríveis. O tráfego é a minha maior preocupação, um pesadelo logístico. Vamos estar presos no trânsito o tempo todo”, decretou Tony. Ele será um dos responsáveis por garantir a segurança da comitiva inglesa, que virá ao Brasil com cerca de 78 pessoas, entre atletas, comissão técnica e dirigentes.

Tags: Inglaterra, Rio, segurança, seleção, violência

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