Jornal do Brasil

Sábado, 25 de Outubro de 2014

País

SP: Aécio e Campos criticam anúncio de Dilma em rádio e TV

Portal Terra

Os reajustes na tabela do Imposto de Renda e no Bolsa Família anunciados nessa quarta-feira (30) pela presidente Dilma Rousseff (PT) arrancaram críticas sobre suposto uso eleitoral da máquina pública disparadas por seus dois principais adversários no pleito de outubro, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Os dois participaram nesta quinta-feira da festa do 1º de Maio promovida pela Força Sindical no Campo de Bagatele, Zona Norte de São Paulo.

Em cadeia nacional de rádio e TV, Dilma criticou a oposição sobre uma suposta tentativa de desqualificação da Petrobras e anunciou a correção da tabela do Imposto de Renda em 4,5% e o reajuste de 10% no Bolsa Família para todos os 36 milhões de beneficiários. A petista ainda salientou a "luta pelo emprego e pela renda" de sua gestão e defendeu a manutenção de uma "política de valorização do salário mínimo".

Para Aécio, Dilma "protagonizou um momento patético da vida pública brasileira". "Ela utilizou o instrumento de Estado, a cadeia de rádio e televisão, para fazer proselitismo político". O tucano acredita que as medidas anunciadas pela presidente já eram bandeiras defendidas pelo PSDB. 

"No momento em que ela fala em correção na tabela do IR, outra demanda nossa, omite os números: o reajuste de 4,5% não atende os índices inflacionários de 6%", declarou Aécio, que sublinhou: "O discurso seguiu a orientação de seu marqueteiro, ao querer se apropriar de um sentimento extremamente amplo que é o de uma sociedade que quer mudanças".

Recebido no evento com menos histeria que a da chegada do senador mineiro - que deixou o local chamado várias vezes de "presidente" -, o governador licenciado do Estado de Pernambuco reclamou do discurso de Dilma o atrelando à política de combate à inflação do governo federal.

"O fato de a presidente anunciar aumento no Bolsa Família, na verdade, é uma medida que vem tentar reparar as perdas da inflação que ela mesma deixou - que é uma inflação em aceleração nos alimentos e que retirou das famílias o poder de compra", destacou. "Precisamos conter a inflação e ter um governo que pense de maneira estratégica nessa situação de baixo crescimento, inflação em alta e juro alto", disse.

Pelo governo federal, estiveram presentes ao evento da Força Sindical o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias - que teve uma recepção fria e com algumas poucas vaias lançadas pela platéia - e o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. Eles não falaram com a imprensa.

Tags: candidatos, Críticas, Eleições, oposição, política

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