Jornal do Brasil

Quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

País

Wadih Damous vai ao Senado amanhã defender entrada da PF no caso Paulo Malhães

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O presidente da Comissão da Verdade do Rio de Janeiro, Wadih Damous irá participar amanhã (29), às 11 horas,  a convite da senadora Ana Rita Esgário (PT-ES), da reunião da Comissão de Direitos Humanos do Senado onde será discutida a entrada da Polícia Federal na apuração do possível assassinato do coronel reformado do Exército,  Paulo Malhães . O militar, no mês passado, prestou depoimento  à Comissão da Verdade onde relatou ter participado de prisões e torturas durante a ditadura militar. Disse também que foi o encarregado pelo Exército de desenterrar e sumir com o corpo do deputado Rubens Paiva, desaparecido em 1971.

Durante a reunião no Senado, o presidente da Comissão da Verdade do Rio de Janeiro irá defender a entrada da Polícia Federal na apuração do possível assassinato do militar. “As controvérsias em torno da morte do coronel reformado Paulo Malhães alimentam suspeitas em torno do laudo médico no qual a causa mortis é descrita como “edema pulmonar, isquemia do miocárdio, miocardiopatia hipertrófica, evolução de estado mórbido [doença]”.

“Tudo isso é muito estranho. A investigação e a conclusão sobre a morte de Malhães não podem ser baseadas apenas nessa perícia”, alertou o advogado Wadih Damous, presidente da Comissão da Verdade do Rio. “É preciso ouvir novamente a mulher de Malhães, sua filha, o caseiro e outras pessoas.”

Segundo Damous, a morte de Malhães não pode ser vista como um caso comum. “Do meu ponto de vista, pelo passado dele e pelo o que ele representou, esse caso tinha de ter tido um acompanhamento federal. Não pode ser tratado como mera tentativa de assalto”, afirmou. “Por isso defendo que a Polícia Federal acompanhe o caso”, concluiu Damous.

Tags: assassinato, comissão da verdade, coronel, ditadura, polícia federal, tortura

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