Jornal do Brasil

Terça-feira, 2 de Setembro de 2014

País

Padilha diz que estão "destilando ódio" contra ele

Portal Terra

O ex-ministro da Saúde e atual pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Alexandre Padilha, classificou como “raiva destilada” contra ele e seu partido as informações de que teria indicado um ex-funcionário do ministério para comandar o laboratório Labogen. A empresa é ligada ao doleiro Alberto Yousseff, preso pela operação Lava-Jato, da Polícia Federal, e teria sido usada em esquemas de lavagem de dinheiro.

Padilha cancelou a agenda de campanha do dia pelo interior do Estado – ele estava nas regiões de Marília e Bauru – e convocou uma entrevista coletiva na capital paulista para falar sobre o assunto. O ex-ministro afirmou que repudia “veementemente” as ligações de seu nome em supostas irregularidades e avisou que interpelará judicialmente os responsáveis por essas citações.

A suspeita da Polícia Federal é baseada em uma mensagem enviada pelo deputado André Vargas (PT-PR) ao doleiro, por telefone celular, no dia 28 de novembro e interceptada pela PF. Segundo o relatório, Vargas deu o nome e o número do ex-assessor e escreveu: "Foi Padilha que indicou". Ainda segundo a PF, o Padilha citado é "possivelmente" o ex-ministro da Saúde e o executivo citado seria Marcus Cezar de Moura, que foi coordenador de promoção de eventos da assessoria de comunicação do ministério na gestão de Padilha.

“Estou extremamente indignado e repudio qualquer tipo de irregularidade envolvendo o meu nome em qualquer tipo de irregularidades listadas nessas matérias (reportagens divulgadas, desde ontem, pela imprensa). Vou orientar meus advogados para que, quando tiverem acesso ao relatório da PF, interpelem judicialmente qualquer pessoa que tenha usado meu nome em vão por qualquer motivo”, disse. “Mente quem diz que eu indiquei Marco César Moura para qualquer laboratório privado”, reforçou.

O pré-candidato do PT ainda negou que esteja sendo alvo de ataques político-eleitorais de adversários ou mesmo que seja vítima de “fogo amigo” do próprio partido, mas sugeriu: “Não acredito que esteja sendo alvo de nada, mas toda vez que aponto problemas no Estado de São Paulo recebo agressões e críticas. Estão destilando raiva contra mim e contra o PT – raiva, grosseria, ataques e agressões pessoais”, reclamou. 

Tags: andré vargas, ministro da saúde, operação lava jato, Padilha, PT, youssef

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