Jornal do Brasil

Quinta-feira, 25 de Dezembro de 2014

País

SP: vingança por gêmeo morto motivou incêndio a 34 ônibus

Portal Terra

A vingança pela morte de um irmão gêmeo, segundo a Polícia Civil de São Paulo, foi o motivo para um ataque incendiário que atingiu 34 ônibus da Viação Urubupungá, na madrugada desta terça-feira, em Osasco. O suspeito de chefiar a ação, identificado como Edílson Almeida Silva, 19 anos, foi preso hoje por volta das 11h30 na periferia da cidade. O caso mobilizou o diretor-geral da Polícia Civil no Estado, Maurício Blazeck, que descartou ação de facções criminosas no episódio.

De acordo com o delegado seccional de Osasco, Paulo Tucci, Silva foi identificado pelas imagens de câmeras de segurança de um dos veículos que estavam no pátio no momento do ataque, pouco depois da meia-noite. Além dele, outros quatro homens são procurados pela polícia como participantes da ação - três deles, responsáveis por render quatro funcionários da viação que estavam no local.

Segundo Tucci, o jovem é irmão gêmeo de Edmílson Almeida Silva, morto na noite de segunda-feira, a tiros, quando estava em frente a um bar no Jardim Baronesa, em Osasco. Ele recebeu 24 tiros de dois homens que desceram de um veículo Astra escuro, os quais ainda não foram identificados. A hipótese da polícia era a de que o ataque no pátio da empresa teria relação com o homicídio, registrado nas imediações do pátio da concessionária de transporte público.

"Ele não confessou o crime, mas foi autuado em flagrante por incêndio, formação de quadrilha e dano qualificado porque foi identificado nas imagens de um ônibus que havia acabado de estacionar no pátio e reconhecido por funcionários da empresa. E como é irmão gêmeo do rapaz assassinado cerca de três, quatro horas antes do ataque incendiário, acreditamos que ele agiu da cabeça dele, mesmo, e decidiu vingar a morte do irmão”, declarou o delegado.

Conforme o policial, o suspeito estava na rua, próximo de casa, quando foi encontrado por policiais da força-tarefa composta pela Polícia Civil e pela Polícia Militar para investigar o caso.

O diretor-geral da Polícia Civil negou que facções criminosas tenham agido pelo incêndio. "O que consta até então é que foi mesmo uma resolução do irmão da vítima; a motivação foi exatamente esta: vingar a morte do irmão'', definiu o delegado.

Questionado se Silva e o irmão tinham passagens pela polícia, Tucci afirmou que, no caso de ambos, a passagem por tráfico de drogas havia sido na adolescência. “O homicídio está sendo investigado pela divisão de homicídios de Osasco, mas, por hora, não há ainda uma linha forte de investigação”, resumiu o delegado seccional, conforme o qual a participação do jovem assassinado em facções criminosas “é algo que precisa ser investigado”.

Para Blazeck , contudo, o grande número de disparos efetuados contra Edmílson são indício de execução. Se a participação de policiais no assassinato também é investigada? ''Todas as linhas estão abertas para se apurar. Vamos verificar o tipo de ação --o número de disparos que a vítima recebeu é sinal de que não foi uma simples discussão, mas um caso de execução, mesmo'', completou.

Suspeito foi atingido pelas chamas

Nas imagens divulgadas pela polícia, além daquele que seria Silva, aparece um segundo que é atingido pelas chamas. Investigadores fazem buscas por hospitais da região na tentativa de localizar esse outro suspeito.

Tags: atque, criminosas, facções, incendiário, periferia, preso

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