Jornal do Brasil

Sábado, 23 de Agosto de 2014

País

Defesa de Dirceu entra com novo agravo no STF, e critica demora de Barbosa

Jornal do BrasilLuiz Orlando Carneiro

Brasília - Os advogados ex-ministro da Casa Civil José Dirceu – que cumpre pena em regime semiaberto, condenado a 7 anos e 11 meses de prisão na ação penal do mensalão – ajuizaram no Supremo Tribunal Federal mais uma medida cautelar, pedindo que o plenário aprecie, na próxima sessão, um agravo regimental apresentado há mais de dois meses, e até agora à espera de decisão do ministro Joaquim Barbosa.

No agravo, José Luís Oliveira Lima e seus colegas de escritório afirmam que “a medida cautelar ora apresentada busca dar um basta na insustentável injustiça que o cidadão José Dirceu de Oliveira e Silva está sofrendo, sem mais um único dia de atraso”. Eles solicitam, “tão somente, que a lei seja cumprida sem inexplicáveis disparidades”.

Até agora, José Dirceu ainda não conseguiu a liberação necessária para trabalhar num escritório de advocacia durante o dia, e recolher-se, ao fim do expediente, ao Presídio da Papuda.

"Breve introdução"

Na medida cautelar, protocolada nesta última quinta-feira (10/4), os advogados fazem a seguinte “breve introdução”:

“Apenas 24 horas. O juiz da Vara de Execuções se queixa ao STF do comportamento do governador, e já no dia seguinte a questão está decidida.

Menos de uma semana. Esse foi o tempo necessário para o Exmo. Ministro Joaquim Barbosa analisar e cassar uma decisão favorável a José Dirceu.

Mais de dois meses. Esse é o longo período que o agravo regimental em defesa de José Dirceu aguarda para ser analisado.

Há quase quatro meses o pedido de trabalho externo de José Dirceu foi protocolado e, com todos os pareceres favoráveis, ainda não foi analisado. Mesmo sem ter cometido nenhuma falta disciplinar, permanece encarcerado, enquanto os demais sentenciados da Ação Penal 470 exercem o legítimo direito de trabalhar fora da prisão”.

Tags: dirceu, josé, julgamento, Mensalão, Supremo

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