Jornal do Brasil

Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2014

País

PGR promove audiência pública sobre fiscalização da campanha eleitoral

Janot promete "atuação firme" para coibir financaimento ilegal

Jornal do BrasilLuiz Orlando Carneiro

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enfatizou, nesta quinta-feira (10/4), como principal missão do Ministério Público no processo eleitoral a fiscalização do financiamento de campanha. “O dinheiro que entra de forma ilícita e irregular compromete a lisura do pleito e de seus resultados. O Ministério Público Eleitoral pretende atuar de forma firme na verificação de eventuais financiamentos espúrios da campanha que maculem o resultado da vontade popular”.

A afirmação foi feita na abertura da audiência pública sobre a atuação do MPF nas eleições de outubro próximo, promovida para “ampliar a transparência e o diálogo em via de mão-dupla com a sociedade e as instituições”. Na mesma ocasião, o vice-procurador-geral Eleitoral, Eugênio Aragão, disse que “devemos dar sinais claros do que nós queremos como órgão, e como atuaremos para não haver surpresas.”

Campanha presidencial

O vice-procurador Eugênio Aragão, ao responder a perguntas de jornalistas sobre a pré-campanha dos candidatos já declarados à Presidência da República, disse que tem notado “equilíbrio”.

“O que tem sido notado é que há equilíbrio. Temos visto nas inserções partidárias, no que diz respeito à apresentação do futuro candidato a presidente, esta constante. Eduardo Campos tem aparecido, Aécio Neves tem aparecido. Dilma Rousseff tem aparecido. Há um equilíbrio. Não me parece que a gente deva discutir casos de propaganda antecipada. Todos estão fazendo a mesma coisa. A gente fica de olho, é claro. Estamos ouvindo todas as fitas de propaganda partidária para saber o que está acontecendo. Mas até agora, em todos os casos de representação, não houve abuso”, comentou Aragão.

Ainda segundo ele, “candidatos não se fazem da noite para o dia, mas a partir de um debate nacional”. Assim, “é normal que as pessoas se apresentem, e o próprio Tribunal Superior Eleitoral tem admitido que os protagonistas das eleições se apresentem nos programas de rádio e televisão”.

Tags: candidatos, fiscalização, presidência, procurador-geral, república

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