Jornal do Brasil

Sábado, 25 de Outubro de 2014

País

PGR promove audiência pública sobre fiscalização da campanha eleitoral

Janot promete "atuação firme" para coibir financaimento ilegal

Jornal do BrasilLuiz Orlando Carneiro

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enfatizou, nesta quinta-feira (10/4), como principal missão do Ministério Público no processo eleitoral a fiscalização do financiamento de campanha. “O dinheiro que entra de forma ilícita e irregular compromete a lisura do pleito e de seus resultados. O Ministério Público Eleitoral pretende atuar de forma firme na verificação de eventuais financiamentos espúrios da campanha que maculem o resultado da vontade popular”.

A afirmação foi feita na abertura da audiência pública sobre a atuação do MPF nas eleições de outubro próximo, promovida para “ampliar a transparência e o diálogo em via de mão-dupla com a sociedade e as instituições”. Na mesma ocasião, o vice-procurador-geral Eleitoral, Eugênio Aragão, disse que “devemos dar sinais claros do que nós queremos como órgão, e como atuaremos para não haver surpresas.”

Campanha presidencial

O vice-procurador Eugênio Aragão, ao responder a perguntas de jornalistas sobre a pré-campanha dos candidatos já declarados à Presidência da República, disse que tem notado “equilíbrio”.

“O que tem sido notado é que há equilíbrio. Temos visto nas inserções partidárias, no que diz respeito à apresentação do futuro candidato a presidente, esta constante. Eduardo Campos tem aparecido, Aécio Neves tem aparecido. Dilma Rousseff tem aparecido. Há um equilíbrio. Não me parece que a gente deva discutir casos de propaganda antecipada. Todos estão fazendo a mesma coisa. A gente fica de olho, é claro. Estamos ouvindo todas as fitas de propaganda partidária para saber o que está acontecendo. Mas até agora, em todos os casos de representação, não houve abuso”, comentou Aragão.

Ainda segundo ele, “candidatos não se fazem da noite para o dia, mas a partir de um debate nacional”. Assim, “é normal que as pessoas se apresentem, e o próprio Tribunal Superior Eleitoral tem admitido que os protagonistas das eleições se apresentem nos programas de rádio e televisão”.

Tags: candidatos, fiscalização, presidência, procurador-geral, república

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