Jornal do Brasil

Sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

País

SE: adiada reintegração de posse de edifício com 300 famílias

Portal Terra

A reintegração de posse do edifício Casarão do Parque, que abriga 300 famílias em Aracaju, no Sergipe, e que seria cumprida neste domingo, foi adiada.  De acordo com a Defensoria Pública do Estado, a prefeitura não disponibilizou um local para abrigar as famílias, que resistiram à reintegração.

A Polícia Militar estava no local desde as 4h para cumprir a decisão, mas, em virtude da resistência dos moradores e da falta de um local para deixar as famílias, o coronel Luiz Fernandes disse que não tinha condições de cumprir a determinação judicial. “Assumimos os serviços desde quando os outros órgãos cumpram também a sua parte. Não podemos retirar essas pessoas e simplesmente deixá-las aqui fora, tem que ter um local para colocá-las. Além disso, há um risco iminente de acontecer uma tragédia, pois há crianças, mulheres e portadores de necessidades especiais na entrada do prédio”, afirmou.

“Outra situação que presenciamos foi botijão de gás e diversos produtos inflamáveis na entrada para impedir o acesso da PM. Eles disseram que não iriam sair porque não havia um local para onde ir. Foi pensando na segurança dessas pessoas que decidimos não realizar a operação e deixar que a prefeitura cumpra a determinação judicial motivada pela ação da Defensoria Pública”, disse o PM.

O defensor público e coordenador do Núcleo de Bairros, Alfredo Carlos Nikolaus, afirmou que representantes da prefeitura e outros órgãos deveriam estar presentes para a reintegração. “Infelizmente, ninguém do município esteve aqui para providenciar um local para abrigar essas pessoas. São mais de 300 famílias em situação de vulnerabilidade social, e é atribuição do município prestar assistência social para os hipossuficientes com local digno e auxílio moradia”, disse.

Movimentos por moradia ocupam imóveis em São Paulo

Ao menos seis imóveis foram ocupados por movimentos ligados à moradia neste final de semana na capital paulista, de acordo com a Polícia Militar (PM). Já o movimento Frente de Luta por Moradia (FLM) diz que, no total, 20 imóveis foram ocupados em toda a cidade. 

Segundo a PM, os imóveis foram ocupados nas ruas Rego Freitas, Aurora, avenida Mercúrio e rua Porto Seguro, na região central, e rua Cônego Vicente e avenida Parada Pinto, na zona norte. A PM informou que as famílias desocuparam um imóvel na rua da Moóca às 4h desta segunda-feira. Quanto a outro imóvel que a PM diz estar ocupado na rua Barão de Campinas, o movimento disse que os sem-teto já deixaram o local.

Helô Soares, coordenadora executiva da FLM, disse que a onda de ocupações faz parte de uma jornada nacional, e que as ações ocorrem também em outros estados do país. A coordenadora disse que, entre as reivindicações, estão o avanço e melhoria nos programas de moradia popular, como o Minha Casa Minha Vida.

"Ele (programa) precisa de uma atualização do valor da renda familiar, pois atende a faixa de renda de três salários- mínimos, conforme o salário-mínimo em 2010. Queremos uma atualização para o salário vigente", disse. Helô afirmou que o movimento defende também uma parceira entre o governo do Estado e entidades sociais na elaboração de convênios e construção de moradias populares.

Tags: abrigar, casarão, determinação, judicial, polícia, reintegração

Compartilhe:

Postar um comentário

Faça login ou assine para comentar.