Jornal do Brasil

Terça-feira, 2 de Setembro de 2014

País

Base do governo pode pedir inclusão do caso Alstom na CPI da Petrobras

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Em entrevista nesta quinta-feira (27), a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) afirmou que pensa na possibilidade de pedir a inclusão do caso Alstom, envolvendo contratos do metrô de São Paulo, no escopo de investigações da CPI da Petrobras. Pela manhã, a oposição protocolou requerimento de criação da CPI com 28 assinaturas de senadores. O presidente do Senado, Renan Calheiros, disse que a instalação da CPI é inevitável.

"Estou pensando muito em propor na segunda ou terça-feira à nossa base aliada para que a gente apoie a CPI, ampliando o seu objeto, com um adendo, para que a gente possa também investigar a situação da Alstom no metrô de São Paulo", informou Gleisi Hoffmann.

Segundo a Secretaria-Geral da Mesa, a CPI pode ter um adendo se este for assinado por pelo menos 27 senadores. De acordo com Gleisi Hoffmann, o interesse da oposição na CPI é político-eleitoral.

"Fazer uma CPI é uma prerrogativa do Senado, é um direito dos senadores propor a CPI. Mas esse é um processo eminentemente político, é uma investigação política. Esse tema já está sendo acompanhado pelo Ministério Público, pelo Tribunal de Contas, comissão interna da Petrobras. Fazer uma CPI em ano eleitoral, sendo que três senadores são candidatos à Presidência, com certeza vai ser um palanque político", disse.

Perguntada se o governo vai trabalhar para a retirada de assinaturas do requerimento, o que poderia inviabilizar a CPI, a senadora afirmou apenas que o governo não tem nada a esconder. "O governo não tem nada a esconder. Não temos medo de uma CPI, de fazer essa discussão. Mas uma investigação política vai resultar muito mais em um processo de interesse eleitoral do que necessariamente resolver o problema ou esclarecer os fatos. O Congresso Nacional não pode ser utilizado como instrumento político-eleitoral", insistiu.

Presidente do TCU diz que compra de refinaria "não foi bom negócio"

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Augusto Nardes, disse nesta quinta-feira que as investigações sobre a compra da refinaria em Pasadena pela Petrobras já estão muito avançadas. Segundo ele, o TCU deve concluir os trabalhos ainda neste semestre. 

"Pelas informações que nós temos, me parece que não foi um bom negócio. Quem tem as informações mais completas é o relator da matéria, ministro José Jorge. Então, não quero me antecipar, mas, com certeza, o prejuízo para a nação brasileira foi bastante significativo", disse Nardes.

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Augusto Nardes informou que o tribunal investiga o caso desde o ano passado, quando ele e o relator José Jorge tiveram uma longa conversa com a presidente da Petrobras, Graça Foster.

Nesta quinta-feira, parlamentares de oposição, apoiados por alguns integrantes da base aliada ao governo, protocolaram no Senado o requerimento de criação de uma CPI para investigar operações envolvendo a Petrobras.

Tags: comissão, estatal, Petróleo, renan, senado

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