Jornal do Brasil

Segunda-feira, 28 de Julho de 2014

País

SC: pré-candidatura de Vignatti inviabiliza aliança com PSD

Portal Terra

O Partido dos Trabalhadores de Santa Catarina (PT-SC) oficializou neste sábado (22) a pré-candidatura do ex-deputado federal Cláudio Vignatti ao governo do estado. Além disso, o diretório catarinense do partido declarou que não irá "sequer sentar à mesa" com o PSD regional. 

Cerca de 1,5 mil petistas, entre deputados, prefeitos, vereadores e filiados, participaram do Encontro Estadual de Tática Eleitoral, em São José, município da região metropolitana de Florianópolis. 

O encontro não só oficializou Vignatti, como apontou claramente para uma direção contrária à que vinha sendo tratada nos bastidores pela ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, que era a de uma possível aliança com o PSD, do atual governador Raimundo Colombo. “É impossível estarmos ao lado com o atual governador e o PSD. O PT de Santa Catarina deliberou hoje que podemos tratar de alianças com qualquer partido da base da presidente Dilma Rousseff, à exceção do PSD”, afirmou Cláudiu Vignatti. “O PSD pode até apoiar a reeleição de Dilma, mas em nosso estado representa a continuidade das velhas oligarquias que governam o estado há um século”.

Aos 47 anos, Vignatti é considerado uma das mais expressivas lideranças do PT catarinense nos últimos anos. Foi deputado federal por dois mandatos e em 2010 disputou uma vaga para o Senado. Mesmo não sendo eleito, obteve 1,2 milhão de votos, a maior da história do PT estadual na disputa.

“Não vamos apoiar o PSD. Santa Catarina não pode passar vergonha como passou este ano”, disse, citando a polêmica questão de falta de água em balneários badalados durante a alta temporada. “O estado é um dos mais procurados pelos turistas e enfrenta falta de água porque faltaram investimentos na Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento). Não podemos mais passar essa vergonha”.

A postura do PT catarinense é a segunda grande derrota da Ideli Salvatti para Cláudio Vignatti dentro da legenda, o que pode alterar, e muito, os planos da ministra para montar um grande palanque em Santa Catarina. Ano passado, o seu candidato à presidência do diretório estadual, Paulo Eccel, foi derrotado pelo próprio Vignatti. Desta vez, a intenção da ministra era se aproximar do PSD de Raimundo Colombo, proposta rechaçada pela grande maioria dos petistas. 

Nos bastidores, os dois vinham registrando embates desde a eleição de 2010, quando a atual ministra disputou o governo estadual. Vignatti assumiu um cargo no ministério das Relações Institucionais no início da gestão Dilma, mas foi exonerado um mês após a nomeação de Ideli, em junho de 2011.

Ideli deixou o evento no final da manhã sem comentar a decisão dos filiados em não se aliarem ao PSD. Durante seu pronunciamento, entretanto, ela destacou a necessidade de alianças para que a presidente Dilma Rousseff seja eleita “ainda no primeiro turno”. 

A ministra ainda atacou duramente a oposição, que estaria “acuada” por ficar “longos anos longe do poder”. “Quanto mais vai se confirmando o potencial de reeleição da presidente Dilma Rousseff, cada vez mais os que se opõem vão ficando acuados”, disse. “Eles vão para o tudo ou nada. E a possibilidade de que em 2018 o ex-presidente Lula se coloque à disposição para uma nova disputa, torna a perspectiva deles de voltar ao poder cada vez menor”.

Tags: afastada, Disputa, Eleições, Ideli, Santa Catarina

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