Jornal do Brasil

Sábado, 29 de Novembro de 2014

País

Agentes em greve permitirão um visitante por preso em Campinas

Portal Terra

Os agentes penitenciários em greve no Complexo Penitenciário Campinas-Hortolândia decidiram em assembleia pela continuidade da paralisação que chega ao seu 12º dia nesta sexta-feira sem acordo entre as partes. Eles decidiram ainda que apenas um familiar por detento poderá entrar no presídio neste sábado e domingo, período de visitas. Os grevistas também prometem impedir a entrada de crianças e do "jumbo", um kit com alimentos, produtos de limpeza e cigarros levado para os presos pelos familiares. 

No final de semana anterior, os agentes não permitiram a entrada de crianças e dos "jumbos", o que causou descontentamento entre os familiares e os próprios detentos. Segundo os agentes, essas medidas são de segurança, já que o presídio está superlotado e a greve atinge mais da metade dos 800 funcionários.

"Em um pavilhão onde cabem 110 pessoas estão 270, 280 presos. Em uma cela projetada para 12 homens estão 45 dormindo em rede e no chão", disse o presidente do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (Sifuspesp), João Rinaldo Machado.  As seis unidades prisionais estão com mais de 9 mil detentos.

No final da tarde desta sexta-feira, os agentes montaram uma barricada humana no principal acesso ao Centro de Detenção Provisória (CDP) assim que avistaram um comboio da Tropa de Choque da Polícia Militar na margem da pista que leva ao presídio. Pouco antes das 18h, porém, as viaturas com os militares, bem como os caminhões usados para transportar presos foram embora. 

Na quinta-feira, a Tropa de Choque da PM retirou um a um os grevistas que impediram o acesso de carros oficiais ao presídio. Os soldados retiraram os grevistas que se sentaram no chão. Não houve violência e uso de força maior. O comboio de viaturas trazendo presos temporários foi até o portão principal do complexo. O presidio recebeu 30 detentos e outros 70 tiveram que retornar para as unidades de origem.

O presidente do Sifuspesp disse que estão mantidos o acesso de veículos trazendo alimentos, as ambulâncias para socorro médico e o cumprimento de alvarás de soltura. Quanto à liminar que determina a multa de R$ 100 mil diário contra o sindicato que restringir  "o direito alheio", Machado explicou que, caso haja alguma punição, a categoria pretende negociar.

Tags: agentes, cadeias, interior, paralisação, presídios, SP

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