Jornal do Brasil

Quarta-feira, 3 de Setembro de 2014

País

RS: sem resposta a reeleição, Tarso dá nota 7 ao seu governo

Portal Terra

Ao fazer o que chamou de "primeira prestação de contas geral das metas" de sua administração, o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), avaliou sua atuação com nota sete. Ele disse ainda no começo da tarde desta quarta-feira, durante almoço com empresários na Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul (Federasul), em Porto Alegre, que apesar da lei colocá-lo como pré-candidato de seu partido à reeleição: “ainda não respondi”.

“Fizemos um levantamento que mostra que 70% das metas foram cumpridas, mas queremos que chegue a 90% até o final do ano”, disse o governador, justificando questões como reajustes de servidores como um dos motivos que impediram uma meta maior. “Se tivesse que dar uma nota (para o seu governo) seria sete... mas gostaria de chagar a oito e meio até o final do ano”, avaliou.

Tarso se diz muito preocupado com a votação do Projeto de Lei da Câmara (PLC99/13), que versa sobre critérios de indexação para dívidas da União, Estados e municípios, que tem sido barrada pelo governo federal. Ele diz que sem a medida não seria possível abrir espaço fiscal para investimentos como a construção do metrô, mas ao mesmo tempo, afirma ter informações de que a votação deve ocorrer até o final de abril.

“As informações que eu tenho mostram que esse projeto deve ser votado até o final de abril, como está, no Senado”, disse Tarso, exemplificando que sem a votação, obras como a do metrô não devem sair.  “O metrô está relacionado com a abertura de espaço fiscal, é uma obra estadual, não só para Porto Alegre”.

Nesta semana o presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, visitou o Presídio Central de Porto Alegre, que opera com o dobro da capacidade, já tendo sido classificado com o pior do País. O ministro afirmou que falta “força política” para a solução da questão carcerária.

Tarso disse que compartilha da opinião de Barbosa, “quando era ministro da Justiça os presídios que mais preocupavam o governo federal eram o Anibal Bruno, do Recife, e o Central, de Porto Alegre”, declarou, completando que apenas o governo nordestino usou de recursos federais disponíveis para realizar obras de melhoria. “Os presídios do Brasil são medievais, mas estamos tento avanços”, completou.

Segundo ele, as obras no Estado do Rio Grande do Sul são prejudicadas por ações do Ministério Público, que chegam a paralisar os trabalhos por até quatro meses.

Tags: avaliação, Gaúcho, Governo, Metas, positiva

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