Jornal do Brasil

Quarta-feira, 23 de Julho de 2014

País

Tropa de choque entra na Ceagesp e controla os atos de vandalismo

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Dois pelotões da Tropa de Choque da Polícia Militar do estado de São Paulo, reunindo 120 policiais, entraram pouco depois das 12h30 na Companhia de Entreposto e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) e controlaram atos de vandalismo, em meio às manifestações de protesto contra a cobrança de estacionamento no local.

Segundo a PM, a polícia só entrou nesse horário porque as cinco viaturas com dez policiais, que estavam nas proximidades, eram insuficientes para a intervenção e necessitavam de reforço da Tropa de Choque. 

O protesto contra a cobrança de estacionamento na Ceagesp, na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo, causou muito tumulto. Por volta das 10h, manifestantes contrários à cobrança da tarifa atearam fogo a caçambas, guaritas e veículos. De acordo com a assessoria da Ceagesp, quatro pessoas ficaram feridas durante uma troca de tiros entre seguranças do local e manifestantes. Uma delas teve ferimentos por arma de fogo.

Por volta das 12h, os manifestantes colocaram fogo na sede da fiscalização da companhia. Mais cedo, já haviam quebrado cabines, montado barricadas e depredado carros. Os manifestantes continuaram no interior da unidade e usaram pedaços de materiais de construção, que estavam sendo utilizados em uma reforma, para quebrar a sede da administração.

De acordo com a assessoria da Ceagesp, cerca de 200 pessoas participaram do protesto. A empresa dispensou todos os funcionários para garantir a integridade dos trabalhadores. Os cerca de 70 seguranças da Ceagesp também se retiraram do local.

Cerca de 50 mil pessoas circulam diariamente pela Ceagesp. Na sexta-feira, ocorre a Feira das Flores, uma das mais tradicionais. Por causa do protesto,longas filas de veículos se formaram no acesso para o entreposto. 

A Ceagesp começou a cobrar ontem pelo estacionamento de veículos, e a cobrança da tarifa também está valendo para os caminhões que carregam ou descarregam mercadorias. Para carros e utilitários, a primeira hora custa R$ 6. Para motos, o valor da diária é único, de R$ 2. Os caminhoneiros pagam entre R$ 4 e R$ 5 – dependendo da quantidade de eixos do veículo – para descarregar a carga por até quatro horas.

Alguns caminhoneiros, que não quiseram se identificar, disseram que a cobrança é um absurdo porque não foi feita nenhuma melhoria no local. Além disso, segundo eles, não há espaço suficiente para os caminhões. Eles dizem que a única reforma foi a instalação de câmeras de segurança.

A Ceagesp informou que a cobrança do estacionamento é a última etapa de um processo de modernização da unidade. O objetivo é tornar mais rígido o controle do acesso de veículos e pessoas, pois foram registradas denúncias de exploração sexual dentro do entreposto. Segundo a companhia, a área tem 700 mil metros quadrados, por onde circulam diariamente 12 mil veículos por dia.

O órgão nega que a cobrança traga impactos no preço dos alimentos. Um estudo da Ceagesp aponta que o custo do pedágio representaria, em média, um acréscimo de R$ 0,02 nos produtos comercializados.

Com Agência Brasil e Portal Terra

Tags: abastecimento, Atos, central, SP, vandalismo

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