Jornal do Brasil

Sábado, 20 de Dezembro de 2014

País

SP: entidades acompanham protesto para coibir violência da PM

Portal Terra

Entidades ligadas à defesa dos direitos humanos e à fiscalização das atuações da polícia acompanham o protesto contra a Copa do Mundo que sai nesta quinta-feira do Largo do Batata, para avaliar a conduta da PM paulistana. A afirmação é de um dos assessores da ouvidoria das policias do Estado de SP, Wagner Pucheb. Segundo ele, o ouvidor Júlio César Fernandes Neto designou um grupo de servidores do órgão para acompanhar o protesto. 

De acordo com Pucheb, participam dessa "fiscalização" entidades como a Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, o Sindicato dos Jornalistas do Estado, a ONG Tortura Nunca Mais e Comissão dos Direitos Humanos de Sapopemba (zona sul de São Paulo). "O grupo fará uma observação da atuação da polícia para resguardar o direito de livre manifestação, no sentido de que sejam coibidos os excessos e que se haja dentro dos parâmetros legais. A proposta é que não haja violência - de parte a parte", disse Pucheb.

Ao todo, 2,3 mil PMs acompanham a manifestação, incluindo um grupo numeroso que não porta identificação - prática vedada pelo estatuto da PM e passível de sanção disciplinar. Um representante da operação disse a um grupo de advogados ativistas, que "não deu tempo" de confeccionar as identificações.

O terceiro ato do ano contra a Copa foi convocado pelo Facebook e, até o início da tarde de hoje, contava com a confirmação de quase 14 mil pessoas. Os manifestantes partiram em marcha do Largo do Batata pouco depois das 19h. "O Brasil receberá a Copa do Mundo de 2014, porém a população que não foi consultada é quem vai pagar o preço. Tudo não passa de um grande espetáculo com o dinheiro do contribuinte", diz a mensagem no Facebook, que convida os internautas a participarem do protesto.

Tags: atosm, brasil, Copa, Mundo, protestos, SP

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