Jornal do Brasil

Terça-feira, 29 de Julho de 2014

País

Integrantes do 'blocão' fazem desagravo a Eduardo Cunha

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Após ter se reunido na tarde desta terça-feira (11), líderes de partidos da base aliada e do oposicionista Solidariedade, que formam o chamado "blocão", aprovaram uma moção de desagravo ao líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ). Na moção, os parlamentares afirmam que as agressões sofridas por Cunha “extrapolam o patamar da civilidade, sobretudo nas relações políticas”. 

“Os ataques ao nosso líder são ataques ao PMDB”, ressalta o texto. Todos os deputados do partido assinaram a moção. 

O grupo decidiu ainda manter o apoio à criação de uma comissão para investigar a Petrobras e quer convocar ministros para prestarem depoimentos em comissões da Câmara.

Na segunda-feira (10), a presidente Dilma Rousseff se reuniu com lideranças do partido aliado no Palácio do Planalto, mas Cunha não participou do encontro, que foi interpretado como uma tentativa de isolar o parlamentar. Cunha reagiu e, através de seu Twitter, avisou: "Tentar me isolar é isolar a bancada do PMDB."

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O foco da crise está na Câmara dos Deputados, onde sete partidos da base aliada, sob o comando de Eduardo Cunha, formaram o que foi chamado de "blocão" para pressionar as negociações com o Executivo em votações da Casa. 

Na segunda-feira, Cunha chegou a afirmar que não estava promovendo uma "guerra" com o Executivo. “Eu não estou fazendo nenhuma guerra, nem levando ninguém para a guerra. [...] Não estou pregando rompimento [com PT]. Não há uma atuação deliberada pregando rompimento. Eu não preguei nada, preguei respeito”, afirmou o peemedebista.

Por sua vez, o vice-presidente Michel Temer afirmou, também na segunda-feira (10) que o cenário ainda é propício para o partido compor chapa com o PT nas eleições de outubro. "Estamos conversando muito adequadamente. É uma aliança muito sólida. As conversas que tive ontem (domingo) à noite e hoje (segunda-feira) com as lideranças do PMDB revelam a solidez da nossa aliança, por mais que se diga que tem embaraços", afirmou Temer.

Tags: brasil, partido, PMDB, política, PT

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