Jornal do Brasil

Sábado, 22 de Novembro de 2014

País

Com greve de agentes, presos não saem para trabalhar em SP

Portal Terra

Cerca de mil presos do regime semiaberto do Complexo Penitenciário Campinas-Hortolândia, em Campinas, não puderam sair para trabalhar nesta segunda-feira devido à greve dos agentes penitenciários deflagrada hoje. Os ônibus com os detentos que passam a noite na prisão e trabalham de dia não deixaram os prédios da unidade prisional por questão de segurança.

Dos 800 agentes da unidade, apenas 250 estavam trabalhando, segundo o representante do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciários do Estado de São Paulo (Sindap). "Há um certo desdém do governo em discutir as melhorias para a categoria, sempre empurrando com a barriga", disse Carlos Ferreira, assessor de relações sindicais.

De acordo com ele, o movimento de paralisação atinge todas as unidades prisionais do Estado de São Paulo. Apenas os serviços essenciais de manutenção estão garantidos, como a entrada de alimentos, correspondências, acesso de profissionais de atendimento à saúde e cumprimento de alvará de soltura. Está prejudicada a realização de escolta de presos para audiência e saída dos presos do semiaberto que tem convênio com a prefeitura de Campinas e empresas privadas.

Segundo o sindicalista, há uma reunião agendada para amanhã em São Paulo entre a Sindap e representantes do governo do Estado para discutirem as principais reivindicações, que são o aumento salarial de 20%, aposentadoria integral de 25 anos e um plano de cargo e salários.

O Complexo Penitenciário Campinas-Hortolândia, localizado na divisa entre os dois municípios, tem cerca de 6 mil detentos distribuídos em sete unidades: três Centros de Detenção Provisória (CDP), três Penitenciárias e um Centro de Progressão Penitenciária (CPP) Ataliba Nogueira, além do presídio feminino no bairro São Bernardo, ao lado do 2º Distrito Policial, em Campinas.

Tags: Guardas, paralisação, penitenciárias, sindicato, SP

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