Jornal do Brasil

Sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

País

Com greve de agentes, presos não saem para trabalhar em SP

Portal Terra

Cerca de mil presos do regime semiaberto do Complexo Penitenciário Campinas-Hortolândia, em Campinas, não puderam sair para trabalhar nesta segunda-feira devido à greve dos agentes penitenciários deflagrada hoje. Os ônibus com os detentos que passam a noite na prisão e trabalham de dia não deixaram os prédios da unidade prisional por questão de segurança.

Dos 800 agentes da unidade, apenas 250 estavam trabalhando, segundo o representante do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciários do Estado de São Paulo (Sindap). "Há um certo desdém do governo em discutir as melhorias para a categoria, sempre empurrando com a barriga", disse Carlos Ferreira, assessor de relações sindicais.

De acordo com ele, o movimento de paralisação atinge todas as unidades prisionais do Estado de São Paulo. Apenas os serviços essenciais de manutenção estão garantidos, como a entrada de alimentos, correspondências, acesso de profissionais de atendimento à saúde e cumprimento de alvará de soltura. Está prejudicada a realização de escolta de presos para audiência e saída dos presos do semiaberto que tem convênio com a prefeitura de Campinas e empresas privadas.

Segundo o sindicalista, há uma reunião agendada para amanhã em São Paulo entre a Sindap e representantes do governo do Estado para discutirem as principais reivindicações, que são o aumento salarial de 20%, aposentadoria integral de 25 anos e um plano de cargo e salários.

O Complexo Penitenciário Campinas-Hortolândia, localizado na divisa entre os dois municípios, tem cerca de 6 mil detentos distribuídos em sete unidades: três Centros de Detenção Provisória (CDP), três Penitenciárias e um Centro de Progressão Penitenciária (CPP) Ataliba Nogueira, além do presídio feminino no bairro São Bernardo, ao lado do 2º Distrito Policial, em Campinas.

Tags: Guardas, paralisação, penitenciárias, sindicato, SP

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