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Domingo, 27 de Maio de 2018 Fundado em 1891

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Audiência sobre licitação dos ônibus termina em confronto no RS

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Menos de meia hora após o início, a audiência pública convocada pela prefeitura de Porto Alegre para discutir a licitação do serviço de ônibus da capital gaúcha teve que ser suspensa por falta de segurança na noite desta segunda-feira. Segundo a prefeitura, um grupo de manifestantes que ocupava as arquibancadas do Ginásio Tesourinha, onde foi realizada a audiência, disparou fogos de artifício e invadiu a quadra onde estavam reunidas as autoridades, entrando em confronto com guardas municipais.

A Guarda Municipal teve de ser acionada para conter o avanço do público, que, segundo a prefeitura, passou a arremessar pedras contra a quadra.

O início do tumulto foi flagrado por uma câmera da prefeitura, que fazia a transmissão ao vivo da audiência. 

A manifestação havia sido convocada pelo Bloco de Lutas pelo Transporte Público, que considerava a audiência pública "uma farsa". "Vamos barrar essa audiência onde o povo não tem voz", dizia um cartaz divulgado pelo grupo no Facebook.

Em sua conta no Twitter, o prefeito José Fortunati criticou a ação dos manifestantes. "Lamentável a postura dos militantes do Bloco de Lutas no Ginásio Tesourinha, local onde se realizava a audiência pública sobre a licitação do transporte coletivo. Com pedras, rojões e pedaços de pau, agredindo as pessoas que participavam da assembleia, o Bloco de Lutas deu uma clara demonstração de que não deseja que a licitação aconteça", disse o prefeito.

"É mais fácil criticar a administração da cidade se a licitação não for realizada. É a velha política do ‘quanto pior melhor’. Mas não vamos nos entregar a quem não deseja o bem da cidade. Durante 20 dias realizamos um intenso debate com a população em todas as 17 Regiões do Orçamento Participativo. Debates acalorados, sérios e que apresentaram várias sugestões e encaminhamentos para aperfeiçoar o processo licitatório. Nenhum incidente ocorreu nessas reuniões", completou.

"É inadmissível a postura do Bloco de Lutas, que não aceita participar dos processos democráticos existentes e quer impor pela violência a sua vontade. Postura arbitrária e antidemocrática. Cumprimos com a nossa parte e viabilizamos a discussão com a sociedade. Não será o Bloco de Lutas que vai impedir que façamos a licitação do transporte coletivo. Vamos acolher as sugestões dadas pela população nas audiências públicas organizadas pelo OP (Orçamento Participativo) e publicaremos o edital até o final de março", garantiu Fortunati.

Portal Terra


Tags: Atos, coletivos, gaúchos, licitação, protestos

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