Jornal do Brasil

Segunda-feira, 1 de Setembro de 2014

País

Para Raupp, é necessário respeito mútuo entre PT e PMDB

Portal Terra

Após reunião para tentar acertar as arestas entre PT e PMDB, cujas relações estão estremecidas diante da reforma ministerial em curso, o presidente do PMDB, Valdir Raupp pediu respeito no diálogo intrapartidário. Ele se encontrou nesta manhã com o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, incumbido pela presidente Dilma Rousseff de encontrar solução para o impasse com o partido que é o principal sócio do PT no governo federal.

“O mesmo respeito que nós queremos que o PT tenha pelo PMDB o PMDB deve ter esse respeito pelo PT, que é o partido da presidenta da República”, afirmou. Raupp afirmou que a alfinetada do presidente do PT, Rui Falcão, ao ser partido “não ajuda”. “Eu espero que a partir de agora, essa troca de farpas entre lideranças do PT e PMDB possa chegar ao fim. Isso não ajuda em nada, verdadeiramente não ajuda em nada”, declarou.

Na última quarta-feira, Dilma recebeu um time petista de peso para tratar da crise e da sua campanha à reeleição. Participara, dentre outros, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do PT, Rui Falcão. Diante dos impasses com o PMDB, Falcão chegou a questionar ontem a fidelidade do partido aliado. Segundo ele, o PMDB deve decidir se é oposição ou situação. Hoje, Raupp disse que não haverá problema na convenção para aprovação de uma nova aliança nacional entre as legendas.

Além de reforma ministerial, Raupp e Mercadante discutiram as alianças estaduais entre os dois partidos. De acordo com o dirigente peemedebista, a situação já está definida no Amazonas, no Distrito Federal, no Pará e em Sergipe. Para ele, o principal ponto de atrito é o Rio de Janeiro – onde o petista Lindbergh Farias enfrentará Luiz Fernando Pezão (PMDB), atual vice governador na chapa de Sérgio Cabral.

“O ponto de atrito tem sido com a direção do PMDB no Rio de Janeiro, com a liderança na Câmara, que é da executiva do PMDB no Rio de Janeiro. O Rio de Janeiro, eu diria que hoje é o maior problema. É um diretório forte do PMDB, com maior numero de delegados e convencionais.”

Tags: Aliança, brasil, CÚPULA, política, presidência

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