Jornal do Brasil

Quinta-feira, 25 de Dezembro de 2014

País

Deputado Sérgio Guerra morre em São Paulo, aos 66 anos

Dilma lamenta morte. Sessão do Senado é suspensa em homenagem ao parlamentar

Agência Câmara

O deputado federal Sérgio Guerra (PSDB-PE) faleceu nesta quinta-feira (6), devido a complicações causadas por um câncer nos pulmões. Natural de Recife, Sérgio Guerra tinha 66 anos e estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde se tratava de uma pneumonia.

Economista, pecuarista e professor, o deputado estava em seu quarto mandato na Câmara dos Deputados. Foi também senador, no período de 2003 a 2011. Originalmente do PMDB, Guerra passou pelo PDT e pelo PSB. Desde 1999, era filiado ao PSDB, e foi presidente nacional do partido de 2007 a 2013. Atualmente, era presidente do Instituto Teotônio Vilela, ligado ao partido, e do diretório da legenda em Pernambuco.

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, divulgou uma nota de pesar pela morte de Sérgio Guerra, destacando que ele foi, “durante todo o período em que esteve no Legislativo, como deputado ou senador, uma contribuição importante para o debate político e parlamentar do País”. “Assim, é com grande tristeza que compartilho o momento de dor pelo qual familiares e amigos passam com a perda desse grande homem público", conclui.

A presidente Dilma Rousseff  também enviou uma nota se solidarizando a amigos e familiares do parlamentar.

Sérgio Guerra morreu aos 66 anos
Sérgio Guerra morreu aos 66 anos

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Sessão de homenagens

Com a morte do deputado, a sessão de debates do Plenário foi cancelada. Antes da suspensão, os parlamentares presentes fizeram um minuto de silêncio em homenagem a Sérgio Guerra. Em seguida, deputados da base aliada e da oposição fizeram discursos a favor do tucano.

“Sérgio Guerra sempre foi respeitado pelos seus liderados, correligionários e também pelos partidos adversários. Ele deixa uma marca muito grande nesta Casa”, declarou o deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE).

O deputado Amauri Teixeira (PT-BA) disse que o tucano dignificou o papel da oposição. “Queremos em nome do PT reconhecer que Sérgio Guerra dignificou o papel da oposição. Ele soube trabalhar, cumprir seu papel, trazer os embates para a Casa”. Para o deputado Domingos Dutra (SDD-MA), a morte do parlamentar deve reforçar a pesquisa para combater o câncer.

O líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), disse que Guerra sempre foi um fiel defensor dos princípios democráticos e sempre lutou por um Brasil melhor. “Continuará presente entre nós por meio do seu legado, de enorme valor”, ressaltou.

Em nota, o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros, determinou luto de três dias pela morte do tucano.

Nota do PSDB

A Executiva Nacional do PSDB também divulgou uma nota sobre a morte do deputado, ressaltando que, em sua gestão como presidente do partido, ele “modernizou o processo de comunicação do PSDB, investiu em mídias sociais (Facebook e Twitter) e incrementou o diálogo do partido com os diversos segmentos da sociedade (jovens, mulheres, minorias, sindicalistas)".

O deputado Izalci (PSDB-DF) lembrou a importância de Guerra para reestruturação do PSDB. “Ele foi o grande responsável, realmente, pela unidade do partido e até mesmo a consolidação, agora, da candidatura do Aécio [Neves] à presidência”, disse.

A Executiva do Democratas afirmou que Guerra tinha valor “inestimável” de combatividade e espírito público, modernidade e visão de futuro. 

Suplente

André Carlos Alves de Paula (DEM-PE) deve assumir o mandato de Sérgio Guerra, pois é o primeiro suplente de sua coligação (PMDB-PPS-DEM-PMN-PSDB).

Tags: guerra, Hospital, internação, morte, PSDB, SAÚDE

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