Jornal do Brasil

Sexta-feira, 19 de Setembro de 2014

País

Rodoviários decidem encerrar greve em Curitiba

Portal Terra

Em assembleia ocorrida na manhã deste sábado, os motoristas e cobradores do transporte coletivo de Curitiba aceitaram a proposta de reajuste salarial de 9,28%, depois de três dias de greve do serviço. A porcentagem representa a reposição da inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), de 5,26%, mais 3,82% de aumento real. A categoria vai protocolar a decisão em assembleia no plantão da Justiça do Trabalho, que conduziu as negociações durante a paralisação. Isto deve ser feito até as 15h. Os trabalhadores devem retornar ao trabalho ainda hoje.

Além do reajuste salarial, foram aprovados o aumento de 10,5% no vale refeição e o pagamento de um abono de R$ 300. Inicialmente, o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região metropolitana (Sindimoc) reivindicava um aumento real de 16% para motoristas e 22% para cobradores, fora a reposição da inflação pelo INPC. As empresas de ônibus afirmaram que poderiam pagar apenas a reposição da inflação no período. 

Foram necessárias três audiências de tentativa de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Paraná para que houvesse o avanço nas negociações entre as partes envolvidas. Na primeira, o Ministério Público do Trabalho (MPT) propôs um aumento de 10,5% para a categoria, o que foi aprovado em assembleia entre os trabalhadores. Mas, na segunda audiência, as empresas não concordaram com o percentual e ofereceram 7,5%. O MPT sugeriu então 8,5% de reajuste para motoristas e 10,5% para cobradores, mas não houve acordo. No encontro ocorrido ontem, foi proposto o índice apresentado na assembleia de hoje da categoria. Caso motoristas e cobradores não aprovassem a proposta neste sábado, o caso iria para dissídio coletivo.

A greve gerou muitos transtornos para a população por causa da falta de ônibus no primeiro dia de paralisação. A Urbs, que gerência o transporte público da cidade, credenciou lotações para atender os usuários da Rede integrada de Transporte, que atende Curitiba e 13 cidades da região metropolitana, totalizando 2,4 milhões de passageiros ao dia.

A prefeitura entrou na Justiça pedindo a circulação mínima de 70% da frota em horários de pico, mas a proporção foi reduzida para 50% nos horários mais movimentados e 30% nos demais. Segundo a Urbs, inicialmente o Sindimoc não cumpriu a determinação, mas havia circulação de veículos no segundo dia de greve. Somente ontem os índices foram atendidos integralmente. Mesmo assim, houve muita confusão. A prefeitura chegou a colocar carros oficiais para atender os usuários. A situação deve ser normalizada ainda hoje.

Tags: capital, multas, paralisação, paraná, rodoviários

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