Jornal do Brasil

Sábado, 25 de Outubro de 2014

País

Policiais podem ser membros de quadrilha de roubo a bancos

Portal Terra

O secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo Fernando Grella afirmou, nesta segunda-feira, que não descarta a possibilidade da presença de policiais envolvidos na quadrilha especializada em explosão de caixas eletrônicos, deflagrada em operação conjunta entre as polícias de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo no fim de semana. A operação terminou com dez mortos.

“Não negamos. Há possibilidade. Já houve casos recentes da participação de policiais e isso é lamentável. Temos agido com rigor. Não temos dificuldade em apurar e punir. Porque isso não é policial é um criminoso mais perigoso porque dá cobertura e respaldo aos outros criminosos por conta da sua posição, da sua função. Temos que ser extremamente severos e intolerantes. Não descartamos, porque não temos a identificação de todas as pessoas envolvidas”, disse Grella.

O secretário afirmou que a investigação está sendo liderada pela Polícia Civil de Minas Gerais, com ajuda das polícias dos outros estados.

“A estratégia principal é investigação. São quadrilhas bem estruturadas. Eles escolhem cidades menores onde o contingente policial é reduzido. É uma questão de estratégia. Esse caso de Minas foi possível graças a um caso de interceptação. Foi possível rastrear a mobilidade da quadrilha. O que a polícia fez foi tentar impedir e então houve o confronto. Temos vários inquéritos instaurados”, afirmou.

Confronto Na madrugada de sábado outros nove suspeitos de roubo a bancos já haviam sido mortos em uma operação conjunta das polícias de Minas Gerais, São Paulo e federal na madrugada em Itamonte (MG). A décima vítima foi confirmada na madrugada desta segunda-feira.

Os homens seriam integrantes de uma quadrilha especializada e participaram da explosão de um caixa eletrônico na cidade por volta das 2h. A polícia agiu, e houve troca de tiros entre policiais e os suspeitos, que haviam deixado São Paulo para assaltar caixas eletrônicos em cidades do sul de Minas, conforme a assessoria da Polícia Civil do Estado. Um policial civil foi baleado no braço durante a ação, mas não corre risco de morrer. Com a quadrilha, foram apreendidos fuzis, pistolas e bananas de dinamite.

A polícia seguia os passos da quadrilha e apurou que os criminosos pretendiam voltar a atacar Itamonte e outras cidades na região entre os dois Estados. O grupo estava sendo monitorado há aproximadamente dois meses. Cerca de 15 deles saíram armados de São Paulo em sete carros, conforme a Polícia Civil de Minas Gerais, e foram acompanhados por policiais durante o caminho. Mais de 150 agentes participaram da operação. Quando chegaram à cidade, os bandidos explodiram um caixa eletrônico, mas logo foram surpreendidos e começou um tiroteio.

Na troca de tiros, nove suspeitos morreram, cinco foram presos (entre eles, três ficaram feridos) e um conseguiu fugir e está sendo procurado. Os sete veículos utilizados pela quadrilha foram apreendidos.

Além de roubar os cinco caixas eletrônicos de Itamonte, a quadrilha planejava dominar o pelotão da Polícia Militar local, segundo explicou o titular da Delegacia de Investigações sobre Roubo a Bancos de São Paulo (Deic), delegado Fábio Pinheiro Lopes. Um dos confrontos se deu perto da unidade da PM, onde suspeitos também foram mortos.

Até a noite deste domingo quatro corpos já haviam sido identificados e encaminhados pelas famílias para sepultamento. Um deles de um homem que seria o professor Silmar Júnior Madeira. Ele teria sido morto por engano, segundo depoimento de familiares dele exibidos pelo programa Fantástico, da Rede Globo. A família do professor afirmou que ele teria sido abordado por um do criminoso que queria usar o carro da vítima para fugir durante o tiroteio.

A Polícia Civil e a Secretaria de Defesa Social de Minas Gerais informaram que estão apurando as informações e que somente poderão se pronunciar sobre o caso nesta segunda-feira. 

Tags: delegado, faixas, MINAS, presos, procurado

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