Jornal do Brasil

Terça-feira, 21 de Outubro de 2014

País

Advogado suspeito de fraude milionária no RS é procurado pela Interpol

Portal Terra

Investigado pela Polícia Federal (PF) por integrar uma quadrilha suspeita de cometer uma fraude da mais de R$ 100 milhões no Rio Grande do Sul, o advogado Mauricio Dal Agnol foi incluído na lista de procurados da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). O advogado é apontado pela PF como o líder da organização criminosa e teve o mandado de prisão preventiva expedido nesta sexta-feira, durante a Operação Carmelina, mas não foi localizado.

Segundo denúncia do Ministério Público, Dal Agnol teria se apropriado de R$ 1,6 milhão proveniente de indenizações de clientes em processos judiciais. Se há 15 anos o advogado possuía patrimônio modesto, hoje é proprietário de centenas de imóveis, avião a jato, automóveis de luxo e milhões de reais em contas bancárias. A PF estima que a quadrilha, formada principalmente por advogados e contadores, tenha lesado mais de 30 mil pessoas no Rio Grande do Sul.

Interpol emitiu alerta em nome de Mauricio Dal Agnol, investigado pela PF
Interpol emitiu alerta em nome de Mauricio Dal Agnol, investigado pela PF

A investigação teve início há dois anos por representação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Ministério Público Federal (MPF). Foi apurado que uma renomada banca de advogados, com sede principal em Passo Fundo, captava clientes e ajuizava ações contra uma empresa de telefonia. As ações eram julgadas procedentes e o valor recebido não era repassado aos clientes, ou era pago em quantia muito inferior à que havia sido estipulada na ação.

Além do mandado de prisão preventiva, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em escritórios de advocacia e de contabilidade e em uma residência, nos municípios gaúchos de Passo Fundo e Bento Gonçalves. Um dos casos de fraude é o do advogado Mauricio Dal Agnol, que teria se apropriado de R$ 1,6 milhão proveniente de indenizações de clientes em processos judiciais, segundo denúncia do Ministério Público.

A Operação Carmelina recebeu este nome em homenagem a uma das vítimas do grupo, uma idosa que faleceu em decorrência de um câncer. Segundo a PF, ela poderia ter um tratamento mais adequado se tivesse recebido a quantia aproximada de R$ 100 mil a que teria direito - valor que os criminosos nunca lhe repassaram.

Pessoas que possam ter sido vítimas do grupo podem enviar informações para Polícia Federal através do e-mail dpf.cm.pfo.srrs@dpf.gov.br.

Tags: ação, advogado, desvios, federal, Gaúcho, polícia

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