Jornal do Brasil

Quarta-feira, 17 de Setembro de 2014

País

PT volta a presidir Comissão de Direitos Humanos após Feliciano

Portal Terra

Em um acordo com o PTB, o PT garantiu nesta terça-feira a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara para o ano de 2014. Pressionado por grupos ligados à defesa dos direitos humanos, o partido retomou o controle da comissão após ser presidido pelo deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP).

Por ter a maior bancada da Casa, o PT é o primeiro a escolher uma das 22 comissões para presidir em reunião de lideranças partidárias. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais importante da Casa, foi a primeira a ser escolhida pelo partido. O partido ficará com as comissões de Seguridade Social e Família e a CDHM. Por uma imprevisibilidade na sequência de escolha de comissões, o PT cedeu a comissão de Viação e Transportes para o PTB durante reunião de líderes, enquanto os petebistas “seguraram” a CDHM para o PT.

Neste ano, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) articulava para tentar assumir a presidência da comissão no lugar de Feliciano. Criticado por suas afirmações consideradas homofóbicas, a possibilidade de o parlamentar assumir a presidência do grupo gerou protestos por ativistas ligados a direitos de homossexuais.

A escolha das comissões obedece uma ordem entre as bancadas. Depois de o PT escolher a CCJ, coube ao PMDB ficar com uma comissão, a de Finanças e Tributação. Logo em seguida, o PT optou por uma segunda comissão, a de Seguridade Social e Família, que trata sobre temas de saúde.

Segundo o líder do PT, deputado Vicentinho (PT-SP), o PSB, que não havia participado de um acordo prévio entre os líderes, escolheu a comissão de Educação, o que causou tensão na definição. O PT, então, escolheu a comissão de Viação e Transportes, e o PTB, a CDHM. Os partidos, ao final da reunião, trocaram as presidências. Ainda não foram escolhidos os nomes dos deputados que vão presidir os grupos.

Neste ano, a Câmara desmembrou a Comissão de Turismo e Desporto, aumentando de 21 para 22 o número de grupos permanentes. A estratégia permitiu ao PSC presidir uma comissão após a criação de novos partidos: o Pros e o Solidariedade. Com a nova divisão, o PT teve direito a quatro comissões, mas abriu mão da de Legislação Participativa para o PSC.

Tags: câmara, comissões, deputados, escolha, partidos

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