Jornal do Brasil

Segunda-feira, 1 de Setembro de 2014

País

Polícia Civil do Amazonas faz busca pelo prefeito de Coari

Portal Terra

Policiais civis da Força Especial de Resgate e Assalto (Fera) estão nas ruas de Manaus desde as 6h deste sábado à procura do prefeito de Coari, Manoel Adail Pinheiro, que teve a prisão preventiva decretada na tarde de sexta-feira pelo desembargador Djalma Martins, após o pedido do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM).

Além de Adail, são procuradas outras cinco pessoas também denunciadas pelo MPE-AM pelos crimes de exploração sexual de crianças e adolescentes, estupro de vulnerável e formação de quadrilha. Adail chegou no final da noite de ontem à Manaus. Ele viajou em vôo fretado de Coari, a 363 quilômetros de Manaus, e desembarcou no terminal 2 do aeroporto internacional Eduardo Gomes, de onde saiu em carro com insulfilm.

Proteção Ontem, logo após a expedição do mandado de prisão contra o prefeito de Coari, o advogado de Adail Pinheiro entrou com um pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça do Amazonas pedindo proteção para o réu. 

Segundo o pedido feito pelo advogado Alberto Simonetti Neto, que também é o atual presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Amazonas, quando foi preso em 2009 pela Operação Vorax, da Polícia Federal, Adail sofreu ameaças e, por isso, ele não poderia ficar detido em uma unidade prisional comum. 

O prefeito de Coari, Manoel Adail Pinheiro, não possui nível superior, mesmo assim, quando foi preso pela primeira vez, a Justiça concedeu o direito de ele ficar em uma cela do Comando de Policiamento Especializado (CPE) da Polícia Militar, no bairro Dom Pedro, zona centro-oeste de Manaus.

O prefeito é réu em pelo menos 70 processos que tramitam na Justiça do Amazonas. Apesar da gravidade de algumas das acusações, os processos estão parados à espera de julgamento, suscitando a hipótese dele estar sendo beneficiado por juízes. Em 2006, a Polícia Federal passou a investigá-lo devido a indícios de desvio de recursos públicos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

As denúncias de pedofilia começaram a aparecer no decurso dessas investigações em escutas telefônicas judicialmente autorizadas. As investigações culminaram na chamada Operação Vorax, cujo relatório foi divulgado em 2008. Desse relatório resultou a prisão de Pinheiro, em 2009. Em agosto de 2013, Pinheiro chegou a prestar depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, da Câmara dos Deputados. 

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